Navegação
Projeto naval de R$ 230 milhões avança na Bahia
Batimento de quilha marca nova etapa da construção do Belov Arembepe, embarcação offshore financiada pelo FMM e com previsão de gerar 277 empregos diretos
A construção do Belov Arembepe, embarcação destinada a operações de apoio offshore, entrou em uma nova etapa nesta segunda-feira (17), com a realização da cerimônia de batimento de quilha no Estaleiro Belov, em Simões Filho, na Bahia. O empreendimento envolve investimento de R$ 230,2 milhões e é financiado com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).
A cerimônia marcou o início da montagem estrutural da embarcação, com o posicionamento do primeiro bloco do casco. O projeto contempla a construção de duas unidades do tipo SDSV (Shallow Diving Support Vessel), voltadas a serviços de mergulho e operações com veículos operados remotamente, os ROVs.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o empreendimento deve gerar 277 empregos diretos nesta fase. A Caixa Econômica Federal atua como agente financeiro da operação.
A construção começou em fevereiro deste ano e tem prazo previsto de 19 meses. O Belov Arembepe deverá entrar em operação no segundo semestre de 2027.
Com 40,50 metros de comprimento, 10,98 metros de boca moldada, 3,85 metros de pontal moldado e 2,88 metros de calado, a embarcação foi projetada para atividades de inspeção, manutenção, mergulho e operação de ROVs em plataformas offshore.
O navio será utilizado em serviços de inspeção e manutenção de plataformas da Petrobras ou contratadas pela estatal. O Belov Arembepe será a quarta embarcação desse tipo na frota do Grupo Belov e a terceira construída pelo próprio estaleiro.

“Esse ato simbólico marca o início da montagem estrutural de uma embarcação de tecnologia brasileira”, declarou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. Foto: Divulgação
A unidade integra um conjunto de embarcações vinculadas a contratos firmados entre a Belov e a Petrobras, anunciados em março deste ano. Os acordos, com prazo de quatro anos, abrangem também o Belov Humaitá, o Belov Amaralina e o Cidade Ouro Preto e somam R$ 2,7 bilhões.
Na cerimônia desta segunda-feira, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a Bahia reúne atualmente mais de R$ 23 bilhões em projetos priorizados pelo Fundo da Marinha Mercante. A priorização permite que os empreendimentos busquem financiamento com recursos do fundo, mas não representa, por si só, desembolso integral dos valores.
“Esse ato simbólico marca o início da montagem estrutural de uma embarcação de tecnologia brasileira. Ver o primeiro bloco ser posicionado é a certeza de que estamos tirando grandes projetos do papel e transformando nossa engenharia naval em uma realidade cada vez mais forte e competitiva no cenário internacional”, disse o ministro.
O FMM é destinado ao financiamento de projetos ligados à construção, modernização e reparo de embarcações e à infraestrutura da indústria naval brasileira.