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Gastos do governo pressionam contas públicas e ampliam déficit, aponta IFI
Relatório mostra que despesas cresceram acima da receita entre janeiro e julho, enquanto benefícios sociais, salário mínimo e outras despesas reduzem o espaço para investimentos
O relatório de acompanhamento fiscal divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de assessoramento técnico do Senado Federal, apresentou um diagnóstico severo sobre a execução orçamentária do Governo Federal. O documento contesta a narrativa da equipe econômica de que a desaceleração de metas e a pressão sobre as contas públicas decorram prioritariamente de “fatores externos”, apontando que a expansão continuada dos gastos do Governo Central é o vetor determinante para a trajetória de déficit no País.
Segundo os dados consolidados pela IFI, o resultado primário acumulado entre janeiro e julho registrou piora em relação ao ano anterior: o rombo passou de R$ 70,3 bilhões no mesmo período de 2025 para R$ 81,2 bilhões neste ano. A análise técnica ressalta que, embora a receita líquida da União tenha apresentado crescimento real de 6%, a evolução das despesas totais superou o ritmo de arrecadação, expandindo-se a uma taxa de 6,3%.
O parecer da instituição destaca que, sem a aplicação de mecanismos legais e deduções que retiram despesas e receitas extraordinárias do cálculo formal da meta, o déficit primário efetivo do período atingiria R$ 52 bilhões.
O relatório aponta que o montante alocado em emendas parlamentares atingiu R$ 31,9 bilhões. No entanto, o volume das demais despesas discricionárias da União, que abrangem investimentos em obras, custeio e manutenção da máquina pública, somou R$ 83,5 bilhões no mesmo intervalo, demonstrando forte pressão sobre a margem manobrável do orçamento. O relatório cita a ampliação continuada dos pagamentos de programas sociais (como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada – BPC), variações na arrecadação de royalties ligadas ao preço do barril do petróleo e a dinâmica de reajustes do salário mínimo como fatores de rigidez estrutural que comprimem o espaço para gastos discricionários.
Destino definido
Após 16 anos integrando o corpo de funcionários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), período coroado por sua passagem pela diretoria do órgão, Flávia Takafashi já definiu como será o próximo capítulo em sua jornada profissional. E o destino é o setor da advocacia, tornando-se sócia-sênior de Regulação Portuária e Marítima do escritório Dutra e Associados Advocacia.