Sudeste Export
Brasil tem poucas companhias aéreas para seu tamanho, diz ministro
Tomé Franca afirma que presença de apenas Gol, Latam e Azul limita a concorrência e defende maior integração do mercado aéreo sul-americano
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Brasil precisa ampliar o número de companhias aéreas em operação para aumentar a concorrência e a oferta de voos no mercado doméstico. Segundo ele, a presença de apenas Gol, Latam e Azul é insuficiente diante das dimensões territoriais e populacionais do país.
“Três companhias aéreas para um país territorial como o Brasil é pouco. Para uma população de 232 milhões, é muito pouco. A gente ainda voa pouco no Brasil”, afirmou durante o Sudeste Export 2026, em Vitória (ES).
Como parte da estratégia para ampliar a conectividade, o Governo Federal trabalha com autoridades de aviação civil da América do Sul na construção de um mercado regional mais integrado. A proposta é facilitar a entrada de companhias de países vizinhos, aumentar a competição e diversificar os serviços oferecidos aos passageiros.
Franca destacou que o país já conta com 12 concessionárias aeroportuárias e passou por um processo de modernização da infraestrutura, mas afirmou que esse avanço precisa ser acompanhado pelo crescimento da oferta de voos.
O ministro também citou o movimento de passageiros registrado em 2026. Segundo ele, 65 milhões de pessoas passaram pelos aeroportos brasileiros no primeiro semestre.
“Nunca se voou tanto no Brasil, mas nós podemos ainda muito mais”, afirmou. O governo pretende ampliar o número de cidades atendidas e reduzir a concentração da demanda nos principais aeroportos do país.