Ferrovias
Transnordestina incorpora 100 vagões para ampliar transporte de grãos
Investimento de R$ 100 milhões adiciona capacidade equivalente à de 357 caminhões e acompanha avanço das obras da ferrovia entre o Piauí e o Ceará
A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) incorporou 100 novos vagões Hopper HTT à frota utilizada no transporte de grãos e fertilizantes. Fabricadas pela Greenbrier Maxion (GBMX), as unidades receberam investimento de R$ 100 milhões e têm capacidade de carga equivalente à de 357 caminhões graneleiros.
A ampliação da frota ocorre em paralelo ao avanço da Ferrovia Transnordestina entre Eliseu Martins (PI) e o Porto do Pecém (CE). Em julho, o trecho atingiu 82% de execução física. Um segmento de aproximadamente 100 quilômetros entre Acopiara e Quixeramobim, no Ceará, já passa por testes operacionais.
A chegada dos novos vagões amplia a estrutura disponível para o transporte de cargas à medida que novos trechos da ferrovia entram em fase de implantação e testes.
O governo federal também anunciou recentemente a fabricação de outras 433 unidades do modelo Hopper HTT. A expansão da frota busca acompanhar a futura entrada em operação de novos segmentos e aumentar a capacidade de escoamento da produção regional.
O trecho entre Eliseu Martins e o Porto do Pecém tem investimento estimado em R$ 15 bilhões. Até março de 2026, R$ 9,8 bilhões já haviam sido desembolsados.
Os testes operacionais já incluem o transporte de produtos como milho, sorgo, gesso agrícola e calcário. A movimentação experimental representa uma nova etapa do projeto e começa a testar a capacidade da ferrovia de conectar áreas produtoras do interior nordestino ao sistema portuário do Ceará.
Com os 100 novos vagões incorporados e outras 433 unidades anunciadas, a Transnordestina amplia a estrutura de material rodante disponível para acompanhar a expansão da ferrovia.
A expectativa é que a operação aumente as alternativas de transporte para produtores e empresas do Nordeste, principalmente nos segmentos de grãos, fertilizantes e outros granéis.
A conexão com o Porto do Pecém também cria uma rota ferroviária para levar a produção do interior nordestino aos mercados nacionais e internacionais, fortalecendo a integração entre áreas produtoras e a infraestrutura portuária do Ceará.
Sudene libera novos recursos
O avanço da Transnordestina também conta com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Em julho, a autarquia liberou uma segunda parcela de R$ 120 milhões para as obras do trecho entre o Piauí e o Ceará. Antes do novo repasse, R$ 359,7 milhões já haviam sido liberados, elevando o total desembolsado na operação para R$ 479,7 milhões.
A previsão é que o FDNE destine R$ 7,4 bilhões ao empreendimento até 2027. Até o repasse mais recente, R$ 6,4 bilhões já haviam sido liberados. A Sudene também contabiliza outros R$ 800 milhões provenientes do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
Os recursos são direcionados principalmente ao trecho entre Eliseu Martins e o Porto do Pecém, onde estão concentradas as principais obras em andamento.