Rodovias
Concessões rodoviárias somam R$ 525 bi; novo leilão em novembro
Carteira federal reúne 36 contratos e 18,1 mil quilômetros de rodovias; três projetos foram leiloados em 2026 e transferência da Via Brasil BR-163 está prevista para novembro
A carteira de concessões rodoviárias federais regulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) soma R$ 525 bilhões em investimentos e custos operacionais. O programa reúne 36 contratos que abrangem 18,1 mil quilômetros de rodovias em diferentes regiões do país.
Do total, R$ 306 bilhões correspondem a investimentos previstos, enquanto R$ 219 bilhões estão destinados à operação, manutenção das vias e serviços aos usuários. A carteira reúne novos projetos, otimizações de contratos existentes e concessões que já estão em fase de execução.
Em 2026, três projetos chegaram à etapa de leilão entre março e julho. Foram a Rotas Gerais, com trechos das BR-116 e BR-251, em Minas Gerais; a Rota dos Sertões, nas BR-116 e BR-324, entre Bahia e Pernambuco; e a otimização da Régis Bittencourt, na BR-116, entre São Paulo e Paraná. Juntos, os três projetos abrangem cerca de 1.620 quilômetros e preveem quase R$ 33 bilhões em investimentos.
Na concessão da Régis Bittencourt, a EPR venceu o certame com desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio. O contrato prevê R$ 7,2 bilhões em investimentos para recuperação da infraestrutura, ampliação da capacidade, manutenção, monitoramento e segurança viária em 383 quilômetros.
O próximo leilão está previsto para 12 de novembro, na B3, com a transferência de controle da Via Brasil BR-163. A empresa administra 1.009 quilômetros das BR-163 e BR-230, entre Mato Grosso e Pará. O projeto prevê R$ 10,42 bilhões em investimentos e outros R$ 4,72 bilhões para operação, recuperação das rodovias e atendimento aos usuários.
O corredor conecta áreas produtoras do Centro-Oeste aos terminais portuários do Arco Norte. A modelagem foi revisada após a demanda de caminhões superar as projeções originais do contrato, que consideravam a expectativa de entrada em operação da Ferrogrão.
Projetos em diferentes etapas
A carteira de 2026 reúne concessões em fases distintas. Nos novos projetos, o processo passa por estudos de viabilidade, participação social, aprovação do plano de outorga, análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e publicação do edital.
Já as otimizações envolvem revisão de contratos existentes, negociação de obrigações, validação econômico-financeira e controle externo antes da realização dos processos competitivos.
Em apresentação realizada no início de agosto, a ANTT reuniu sete projetos de concessão e otimização previstos para 2026. Juntos, eles somam 4.391 quilômetros e R$ 86,7 bilhões em investimentos e custos operacionais, além de 870 quilômetros de duplicações e 637 quilômetros de faixas adicionais.
Dos sete projetos apresentados, três já foram levados a leilão neste ano.