Hidrovias
DNIT fará dragagem em quatro trechos de rios do Amazonas
Obras começam na primeira quinzena de setembro e buscam evitar restrições ao transporte de cargas e passageiros durante a estiagem
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciará, na primeira quinzena de setembro, obras de dragagem preventiva em quatro trechos de rios do Amazonas. A medida busca antecipar possíveis restrições à navegação durante o período de estiagem e preservar o fluxo de passageiros e mercadorias pelas hidrovias do estado.
As ordens de serviço para as intervenções já foram assinadas, e as equipes iniciaram a mobilização de equipamentos. Os trabalhos integram o Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA), que prevê contratos com duração de cinco anos para a realização de ações preventivas e contínuas nas vias navegáveis sob responsabilidade do órgão.
A definição dos trechos foi baseada no monitoramento periódico realizado pelo DNIT. A estratégia permite identificar pontos com maior risco de restrição à navegação e programar as intervenções antes do agravamento das condições de navegabilidade provocado pela redução do nível dos rios.
Os serviços incluem a remoção de areia e outros sedimentos acumulados no leito dos rios. As obras serão realizadas nos trechos entre Benjamin Constant e São Paulo de Olivença; Tabatinga e Benjamin Constant; Coari e Codajás; e Manaus e Itacoatiara.
No trecho entre Manaus e Itacoatiara, o DNIT utilizará uma embarcação do tipo draga Hopper, equipamento destinado à remoção de grandes volumes de sedimentos. Nos demais pontos, as equipes utilizarão o método de sucção e remoção do material acumulado.
Prevenção de gargalos
A iniciativa ocorre antes do período mais crítico da estiagem no estado e faz parte da estratégia do DNIT para reduzir os impactos da variação do nível dos rios sobre a infraestrutura aquaviária.
A manutenção preventiva visa preservar as condições de navegabilidade e evitar que trechos com acúmulo de sedimentos se transformem em gargalos para o transporte regional. No Amazonas, onde as hidrovias têm papel relevante na movimentação de pessoas e cargas, a redução da profundidade dos rios durante a seca pode dificultar a circulação de embarcações.