Aviação
Embraer chega a 2 mil E-Jets entregues e amplia projeção da indústria
Família de aeronaves alcança marco duas décadas após entrada em operação e já está presente em companhias de mais de 60 países
A Embraer entregou nesta quarta-feira (2) o 2.000º E-Jet produzido pela empresa. A aeronave foi recebida pela Azul Linhas Aéreas, marcando duas décadas desde a entrada em operação da família de jatos comerciais.
Os E-Jets já foram entregues a companhias e empresas de mais de 60 países. Ao longo de 20 anos, a frota acumulou 48 milhões de horas de voo e transportou mais de 2,85 bilhões de passageiros em todo o mundo.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a dimensão internacional alcançada pela tecnologia desenvolvida pela indústria brasileira. Segundo ele, nos primeiros 20 anos de operação, os E-Jets realizaram cerca de 26 milhões de voos e transportaram aproximadamente 2 bilhões de passageiros. “Desde que entraram em operação, em 2004, essas aeronaves chegaram a companhias e empresas de mais de 60 países. Em seus primeiros 20 anos de operação, transportaram cerca de 2 bilhões de passageiros, em 26 milhões de voos. É uma dimensão extraordinária para uma tecnologia desenvolvida no Brasil”, disse Tomé.
Os números consideram a operação da família desde 2004 e incluem diferentes versões dos E-Jets.
Os modelos foram desenvolvidos para atender principalmente rotas nas quais aeronaves de maior porte apresentam menor eficiência operacional. A família permitiu às companhias ampliar suas malhas e conectar grandes centros a cidades de menor porte e mercados regionais.
Evolução tecnológica
A segunda geração da família, os E2, incorporou avanços em eficiência operacional, com redução do consumo de combustível, das emissões e dos níveis de ruído.
A fabricação das aeronaves envolve uma cadeia formada por fornecedores, centros de pesquisa, universidades, empresas especializadas e profissionais qualificados.
Para o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, os E-Jets contribuíram para a criação de novas rotas, a complementação de frotas e o aumento da produtividade das companhias aéreas.
Segundo ele, a família ocupa uma posição relevante no segmento de aeronaves com capacidade próxima a 100 passageiros, atendendo mercados nos quais aviões maiores não apresentam a mesma viabilidade operacional.
A expansão dos E-Jets também alterou a configuração das redes aéreas ao permitir conexões entre grandes centros, cidades médias e mercados regionais.