Portos
Ministro acompanha estrutura e expansão do Porto Piauí
Tomé Franca visitou o terminal, discutiu a consolidação da operação comercial e participou de parceria entre Piauí e Maricá para a aviação regional
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, visitou nesta quinta-feira (3) o Porto Piauí, em Luís Correia (PI), onde conheceu as estruturas do terminal e acompanhou uma apresentação sobre o estágio das obras, a operação portuária e as próximas etapas de implantação do empreendimento.
Durante a visita técnica, o ministro participou de uma reunião sobre a situação atual do porto, as estruturas operacionais e as etapas necessárias para a consolidação da operação comercial. Também foram discutidos temas relacionados ao alfandegamento, à movimentação de cargas e às perspectivas de novas rotas.
O Porto Piauí é um Terminal de Uso Privado (TUP) e iniciou sua fase operacional em julho deste ano, com a movimentação de minério de ferro em estruturas temporárias. Na primeira operação, foram embarcadas mais de 110 mil toneladas da carga.
O projeto prevê a implantação de terminais destinados a diferentes cadeias produtivas, incluindo minério de ferro, granéis sólidos agrícolas, granéis líquidos, contêineres e derivados de hidrogênio.
Tomé Franca também acompanhou uma apresentação sobre o modelo de transshipment utilizado para o escoamento de minério de ferro. Nesse sistema, embarcações menores fazem a transferência da carga para navios de maior porte que aguardam na costa.
O empreendimento está estruturado em fases e prevê a ampliação gradual da infraestrutura para atender diferentes perfis de carga. A proposta contempla ainda a integração do terminal com a Hidrovia do Parnaíba, rodovias e futura infraestrutura ferroviária, ampliando as alternativas de escoamento da produção do Piauí e da região.
O ministro destacou a necessidade de ampliar e diversificar as operações do terminal.
“Todos os projetos e avanços que têm sido concretizados só são possíveis porque o Piauí tem conseguido apresentar e modelar bons projetos para o futuro do estado. O Porto Piauí, que finalmente iniciou as atividades, era uma demanda de mais de um século do povo piauiense. Agora, é ampliar e diversificar a movimentação de cargas e aproveitar todo o potencial do porto para desenvolver o estado do Piauí e a região do Matopiba”, afirmou.
Aviação regional
Em Parnaíba, Tomé Franca acompanhou a assinatura de um protocolo de intenções entre a Agência de Atração de Investimentos Estratégicos do Piauí (Investe Piauí), a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), o município de Maricá e a Levu Transportes Aéreo e Logístico de Cargas.
O acordo prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos principalmente nas áreas de aviação e logística, aproximando os aeroportos de Parnaíba (PI) e Maricá (RJ). Entre as possibilidades estão estudos para ampliar a conectividade entre os dois destinos, atrair voos de carga, operações regionais e de aviação executiva, além de criar novas conexões logísticas.
A parceria também contempla iniciativas em turismo, energia, agronegócio, saúde, educação e inovação. Na área de aviação, o projeto coordenado pela Levu será uma das prioridades e poderá ser desenvolvido a partir dos aeroportos de Maricá e Parnaíba.
O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba, é o principal aeroporto do litoral piauiense e atende uma região de forte potencial turístico, que inclui destinos como o Delta do Parnaíba e a Rota das Emoções.
Tomé Franca afirmou que a parceria está alinhada ao movimento de expansão da aviação brasileira e à prioridade de levar esse crescimento também aos aeroportos regionais.
“Essa parceria dialoga com o momento que estamos vivendo na aviação do Brasil, de fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional. Batemos recordes ano passado na movimentação de passageiros no Brasil e nosso foco agora é fazer com que esse crescimento da aviação possa transbordar para a aviação regional, para que populações de localidades de menor porte, de menor demanda, possam também ter acesso a transporte aéreo e a boas infraestruturas aeroportuárias”, concluiu.