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Busca por solução definitiva sobre dragagem no Rio Tapajós é adiada
Dragagem no Tapajós: busca por solução é adiada
O impasse em torno da dragagem de manutenção no rio Tapajós, corredor hidroviário vital para o escoamento de grãos e combustíveis no Arco Norte, não deve ter solução no curto prazo. O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) afirmou que a bancada do agronegócio e do setor produtivo no Congresso Nacional decidiu transferir, para o próximo ano, os esforços para reverter o travamento das obras no trecho entre Itaituba e Santarém, no Pará. A avaliação do parlamentar ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar as intervenções de desassoreamento no leito do rio, atendendo a recomendações socioambientais e pareceres do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama.
Frenlogi atuará
Diante do posicionamento do Poder Executivo e do calendário eleitoral do segundo semestre, Zequinha Marinho reconheceu a falta de ambiente político para alterar o cenário ainda neste ano. Segundo o senador, a estratégia parlamentar será encabeçada pela Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi). O colegiado pretende liderar as negociações no próximo ano para reapresentar os estudos de viabilidade técnica e propor saídas regulatórias para a calha do Tapajós.
Estratégia
“Ano que vem a gente vai entrar através da Frenlogi e vai puxar a discussão de novo. O Brasil não pode ficar refém da falta de navegação em uma das rotas mais importantes de exportação do Norte”, sinalizou o senador.
Por enquanto, uma solução rodoviária
Enquanto a via hidroviária permanece sem intervenção e sob ameaça de seca decorrente do fenômeno El Niño, o Governo Federal mantém o plano de contingência focado no modal rodoviário, com o transbordo das safras de Mato Grosso e do Pará para caminhões pesados, aumentando a densidade de tráfego nas rodovias BR-163 e BR-230 (Transamazônica) até os portos fluviais de transbordo e exportação.
Céu aberto na Bacia do Prata
Os governos da Argentina e do Uruguai oficializaram, na última semana, uma reformulação profunda em suas relações de transporte aéreo ao assinarem, em Montevidéu, um novo acordo de serviços aéreos. O tratado moderniza o marco regulatório bilateral e estabelece um regime amplamente liberalizado sob o conceito de “céus abertos”, contemplando tanto o tráfego de passageiros quanto o de carga aérea. A cerimônia de assinatura contou com a presença dos ministros das Relações Exteriores Pablo Quirno, pela Argentina, e Mario Lubetkin, pelo Uruguai.