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Aeroportos

Guarulhos terá sistema para detectar e neutralizar drones

Atualizado em: 12 de September de 2026 às 8:53
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Estrutura será implantada pela concessionária e poderá servir de referência para adoção da tecnologia em outros aeroportos

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) vai implantar um sistema de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização de drones. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, encaminhou nesta sexta-feira, 11, à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diretrizes para o início do processo de aquisição e implantação da estrutura.

A diretriz estabelece que a aquisição, a implantação e a operação do sistema fiquem a cargo da concessionária do aeroporto, seguindo requisitos técnicos e de segurança definidos pelos órgãos competentes.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que a presença de drones em áreas próximas aos aeroportos, além de oferecer risco para pousos e decolagens de aeronaves, interfere nas operações e reduz a eficiência aeroportuária.

Segundo a pasta, Guarulhos foi escolhido para iniciar a implantação “por sua relevância para a malha aérea nacional e pelo histórico de ocorrências envolvendo drones nas proximidades do aeroporto”.

“Estamos dando um passo importante para ampliar a segurança das operações e dar uma resposta mais efetiva ao problema dos drones próximos aos aeroportos. A experiência de Guarulhos também vai nos permitir avaliar, a partir de critérios técnicos, a necessidade de levar esse modelo a outros aeroportos do País”, afirmou o ministro.

A implantação será feita de forma articulada entre Anac, Polícia Federal, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Receita Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), respeitando as atribuições de cada órgão.

A concessionária que administra o aeroporto ficará responsável pela aquisição e pela operação das capacidades de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização, além da primeira resposta e da comunicação às autoridades. O Decea participará da definição das áreas de proteção e dos procedimentos para suspensão e retomada das operações aéreas. Os equipamentos utilizados deverão ser homologados pela Anatel.

Outros aeroportos

A Anac também deverá fazer uma avaliação de risco e de custo-benefício da implantação em Guarulhos, ouvindo a Polícia Federal e o Decea. A experiência servirá de base para avaliar a necessidade de levar o sistema a outros aeroportos do País.

Para uma eventual ampliação, deverão ser considerados critérios como movimentação de aeronaves e passageiros, importância do aeroporto para a malha aérea nacional, histórico de ocorrências com drones e características do entorno. Se a agência concluir pela necessidade de estender a medida, deverá estabelecer regras gerais para definir em quais aeroportos o sistema será exigido.

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