Agronegócio
Porto Seco de Varginha investe R$ 70 mi em estrutura para café
Expansão elevará capacidade de armazenagem para 2 milhões de sacas, com projeto de chegar a 4 milhões, enquanto nova estrutura busca reduzir custos e agilizar exportações
O Porto Seco Sul de Minas, em Varginha (MG), está ampliando sua estrutura de armazenagem e movimentação de café com investimentos superiores a R$ 70 milhões. A expansão elevará a capacidade de armazenagem da unidade para 2 milhões de sacas, dentro de um projeto que prevê alcançar 4 milhões de sacas nos próximos anos. A iniciativa busca acompanhar a demanda de uma região que movimenta cerca de 30 milhões de sacas de café anualmente.
Segundo o diretor de Café do grupo Porto Seco, Mateus Nogueira Paiva, a estrutura dedicada ao produto vem recebendo investimentos contínuos. A área original de 12 mil metros quadrados está sendo ampliada em mais 18 mil metros quadrados, dos quais 6 mil metros quadrados foram destinados à instalação de equipamentos específicos para a operação de café.
Somados armazéns e equipamentos, a estrutura recebeu mais de R$ 70 milhões, sendo R$ 25 milhões somente para aquisição do maquinário.
A nova estrutura ainda depende da conclusão de câmaras e da instalação de equipamentos de segurança. Após essa etapa, será solicitado o alfandegamento à Receita Federal. A expectativa é que o processo avance nos próximos 60 dias.
A ampliação integra a estratégia do grupo de aumentar a capacidade operacional e incorporar novas tecnologias ao processamento e à armazenagem de café.
Além dos recursos destinados ao Porto Seco, o grupo investiu aproximadamente R$ 40 milhões na LIV Logística Armazéns Gerais, empresa especializada em beneficiamento e armazenagem de café verde. O aporte foi direcionado à incorporação de novas tecnologias à operação.
De acordo com Paiva, os investimentos permitiram incorporar equipamentos de grande capacidade para movimentação do produto e ampliar as condições de armazenamento.
No Porto Seco, a estrutura inclui um dos maiores armazéns climatizados do país para café, segundo o executivo. O espaço possui 4 mil metros quadrados, com temperatura controlada em 18 graus e umidade relativa de 60%.
A infraestrutura está inserida em um complexo que reúne diferentes empresas e movimenta cerca de R$ 35 bilhões em faturamento anual. Porto Seco e LIV respondem, juntos, pela movimentação de aproximadamente 6 milhões de sacas de café por ano.
A concentração da atividade cafeeira também é um dos fatores que sustentam os investimentos em Varginha. Segundo Paiva, cerca de 30 milhões de sacas passam anualmente pela cidade.
Para o executivo, a localização permite atender exportadores e grandes empresas da cadeia cafeeira e ampliar a integração entre armazenagem, beneficiamento e exportação.
Além da expansão da capacidade física, o grupo está implantando uma estrutura para emissão de documentos fitossanitários no próprio Porto Seco. O investimento previsto para o início da operação é de aproximadamente R$ 2 milhões.
A iniciativa recebeu autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e permitirá a emissão do certificado fitossanitário sem a emissão da Declaração Única de Exportação (DU-E), segundo o grupo.
O serviço começou a ser testado e deverá ser liberado gradualmente, conforme o aumento da movimentação na unidade. A proposta é permitir que exportadores realizem no próprio recinto parte das liberações necessárias para a operação, reduzindo a dependência desse serviço nos portos.
A medida também pode gerar redução de custos. De acordo com Paiva, a emissão do serviço no Porto de Santos varia entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil, enquanto a estimativa no Porto Seco de Varginha é de aproximadamente R$ 1 mil.
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