Região Nordeste
Ipece vai medir impactos do Complexo do Pecém na economia do Ceará
Instituto de Planejamento e Estratégia Econômica do Estado deve ter versão preliminar do estudo até o fim deste ano
Os impactos atuais e futuros do Complexo do Pecém (CE) na economia do Estado serão medidos em um estudo do Instituto de Planejamento e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
A informação foi divulgada na última quarta-feira, dia 26, com a assinatura de um acordo de cooperação entre o Ipece e o Complexo do Pecém, além da participação da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP), para a realização do trabalho. Os dados preliminares devem ser publicados até dezembro deste ano.
O acordo foi assinado na 12ª Reunião do Projeto Sinergia, realizada na sede da AECIPP. Na ocasião, o presidente do Complexo do Pecém, Hugo Figueirêdo, apresentou detalhes do Hub de Hidrogênio Verde e reforçou o compromisso do Complexo com o desenvolvimento sustentável de toda a região.
“Temos uma série de impactos, não só com relação à parte ambiental, mas também na economia, que precisam ser avaliados”, explicou.
Além do estudo que será realizado pelo Ipece, o porto contará com uma consultoria do Banco Mundial, que deve ser iniciada no segundo semestre deste ano.
A ideia, segundo Hugo, é avaliar todas as tecnologias que serão implantadas com a chegada do hidrogênio verde e como isso pode interferir no desenvolvimento e na ocupação territorial do País. “É preciso verificar se há impactos adversos e procurar amenizá-los”, pontuou Figueirêdo.
Alfredo Oliveira, diretor geral do Ipece, explicou que o estudo dos impactos macroeconômicos do CIPP, mensurando empregos e externalidades econômicas é fundamental para a permanência e atração de novas empresas. “Em especial aquelas ligadas ao hidrogênio verde, que devem ajudar tanto o Estado quanto o País a entrar em um novo mercado de commodities verdes com forte potencial de exportação”.
O presidente da AECIPP, Eduardo Amaral agradeceu o apoio do Complexo do Pecém no desenvolvimento do ambiente de negócios da região e garantiu que as mais de 70 empresas vinculadas à associação estão comprometidas com os projetos de desenvolvimento, como o Hub de Hidrogênio Verde.
“Nosso objetivo é o desenvolvimento econômico e social do Complexo do Pecém, assim como de sua cadeia de suprimentos. E queremos fazer isso de forma sustentável”, comentou.
Hub de H2V
Sem citar a data, o titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Carlos Alberto Mendes, falou que a pasta segue analisando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Hub de Hidrogênio Verde do Complexo do Pecém, apresentado em audiência pública no último dia 5 de julho, e que é possível que esse processo seja submetido para aprovação já na próxima reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema).
“Tão logo esse processo seja aprovado pelo Coema, a licença ambiental do Hub de Hidrogênio Verde será emitida. Temos outras grandes licenças, como da Fortescue, que estão sendo analisadas. A expectativa é de grandes investimentos aqui no Ceará”, declarou.