quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Nacional

Governo propõe zerar ICMS dos combustíveis e compensar estados

7 de June de 2022 às 1:35
Tales Silveira Enviar e-mail para o Autor

Estratégia prevê que medidas sejam implantadas a partir de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e fiquem em vigor até o fim do ano

O presidente Jair Bolsonaro (PL) propôs um acordo para que os estados e municípios zerem o ICMS dos combustíveis. Para que isso ocorra, o Governo fará compensações pelas perdas de arrecadação. A proposta foi apresentada em pronunciamento à imprensa ontem à noite.

O acordo inclui a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP)18/2022, que estabelece uma alíquota máxima de ICMS de 17% para os combustíveis. O projeto foi aprovado na Câmara e está em tramitação no Senado.

Pela proposta do Governo, após a aprovação do projeto, estados e municípios devem zerar suas alíquotas até o fim do ano. Caberá à União compensar os entes federados pelas perdas de arrecadação e, também, por zerar o PIS/Cofins e a Cide sobre gasolina e etanol, segundo Bolsonaro. Esses tributos já foram zerados para o diesel e o GLP.

O presidente afirmou que o Congresso precisará aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) permitindo essa compensação acima do teto de gastos do Orçamento.

A ideia é que a tramitação e a promulgação da PEC e do PLP sejam aceleradas para que o acordo passe a valer o mais rápido possível. Caso isso ocorra, o Governo deverá repassar os R$ 24,4 bilhões em dividendos da Petrobras aos estados e municípios.

“Se a proposta for feita por meio de emenda à Constituição, isso faria valer imediatamente lá na ponta da linha. A questão foi colocada aos dois presidentes das Casas que levarão aos deputados e senadores”, disse Bolsonaro.

A coletiva de imprensa contou com a participação dos ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil), Célio Faria (Secretaria de Governo), Adolfo Sachsida (Minas e Energia), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Impactos

Segundo Paulo Guedes, o aumento do preço do petróleo, causado pela guerra entre Ucrânia e Rússia, pode ser compensado com o aumento da arrecadação obtido pelos governos federal, estaduais e municipais.   

“Quando somos atingidos por esse golpe na economia mundial que é a guerra entre Rússia e Ucrânia, é natural que a política reaja e queira proteger a população brasileira novamente. Desde o ano passado o presidente havia manifestado o interesse nesse compartilhamento de custos. A economia voltou forte e a arrecadação está voltando. Temos então de transferir uma parte deste aumento para a população”, disse Paulo Guedes.

O ministro da Economia ainda comentou que a situação dos estados e municípios se encontra confortável, uma vez que durante a pandemia  o Governo Federal enviou recursos, e isso deve, segundo afirma, colaborar para reduzir custos dos alimentos e combustíveis.

“Gastamos quase R$ 700 bilhões para proteger tudo. Estados e municípios estão em uma situação que nunca estiveram antes, que é de equilíbrio e de pagamentos em dia. Estão até dando aumento de salários em um momento em que a guerra ainda não acabou”, comentou.

Durante a entrevista coletiva de imprensa, Guedes não disse qual seria o impacto da medida, mas após o fim do pronunciamento, comentou que a proposta custará entre R$ 25 bilhões e R$ 50 bilhões.

Câmara e Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que discutirá com os senadores a PEC para tratar das compensações. A tendência é que a proposta seja enviada pelo Executivo nos próximos dias. “Acolhemos as reivindicações do Executivo e as levaremos ao Senado, a todos os senadores”, disse.

Já o presidente da Câmara, Arthur Lira, comentou que a proposta demonstra uma preocupação do Congresso Nacional e do Governo Federal quanto ao impacto econômico da pandemia e da guerra na Ucrânia na vida da população mais necessitada.

“Queremos diminuir os problemas dos que mais sofrem, que não podem comprar seu botijão de gás. Assim, o Governo Federal se dispõe a compensar os estados que diminuírem ou zerarem as tarifas de óleo diesel e gás de cozinha. E o Governo zera PIS/Cofins e Cide da gasolina e do etanol”, disse.

Repercussão

Horas após o pronunciamento, parlamentares opositores das duas casas legislativas começaram a criticar a proposta. De acordo com o líder da minoria no Senado e coordenador da interlocução entre o Senado e os secretários estaduais de Fazenda para tratar do projeto PLP 18/2022, Jean Paul Prates (PT-RN), a proposta demonstra que o Governo quer somente mascarar a alta dos combustíveis.

“O Governo é tão perdido no assunto que lança proposta atropelando proposta, sem nenhum plano estratégico e estruturante real para o setor e o consumidor: anula a autossuficiência em petróleo teimando com a PPI (paridade de importação) e impõe o ‘Estado-Mínimo’ por sufocamento”, expressou.

Já o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas na Câmara, deputado Nereu Crispim (PSD-RS), disse que a proposta é temporária e não ataca o que ele considera o principal problema para a alta do combustível: O Preço de Paridade de Importação (PPI).

“Sabemos que pagamos altos impostos, mas está provado que essa proposta anunciada de zerar impostos federais dos combustíveis e zerar os estaduais com compensação sem tirar o famigerado PPI não resolve o problema, pois a redução é momentânea. Vai transferir a terceiros a responsabilidade de acabar com o PPI sem parar de entregar nossas riquezas a lobistas que importam combustíveis e aos aplicadores e banqueiros abastados do mercado de ações”, comentou.

 

Compartilhe:
TAGS alta bolsonaro combustíveis ICMS paulo guedes
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten