Nacional
Portos e hidrovias recebem R$ 2 bilhões para escoamento da produção
Governo Federal amplia investimentos e prevê melhorias estruturais no Norte e no Sul do país
O Ministério de Portos e Aeroportos prevê investimentos superiores a R$ 2 bilhões em portos e hidrovias ao longo de 2025 para impulsionar o escoamento da produção nacional. Durante o evento de lançamento do Plano de Escoamento da Safra 2024/2025, na quarta-feira, dia 5, em Brasília (DF), o Governo destacou a importância desses aportes para a modernização da infraestrutura logística do país.
No setor portuário, estão alocados R$ 850 milhões para a região Norte. Em Porto Velho (RO), os recursos serão destinados à implantação de um novo terminal de cargas, à modernização da infraestrutura existente e à realização de estudos para a recuperação do cais flutuante.
Os investimentos também contemplam Santarém (PA), com a construção de uma plataforma de cargas, ampliação do terminal da Cargill Agrícola, prorrogação do contrato de arrendamento e dragagem para aprofundamento. Em Santana (AP), estão previstos a construção de um terminal de cargas e o arrendamento do terminal Caramuru.
Já na região Sul, serão destinados R$ 1,2 bilhão em melhorias no Porto de Paranaguá (PR). As obras incluem adequações rodoviárias e acesso ferroviário, execução dos serviços de dragagem, adequação do sistema de iluminação, sinalização viária e remodelação do sistema de água e esgoto.
O ministro Sílvio Costa Filho destacou que as intervenções vão ajudar a resolver gargalos importantes do setor de infraestrutura e logística. “Esses investimentos vão fortalecer muito o destravamento da ampliação da produção brasileira, vão dar previsibilidade e, sobretudo, ampliar a capacidade dos nossos portos”, afirmou.

Silvio Costa Filho disse que uma das prioridades da pasta é o Arco Norte, que representa 30% do escoamento da produção, sobretudo para o derrocamento do Pedral do Lourenço (Foto: Jonilton Lima/MPor)
Em relação às hidrovias, Costa Filho ressaltou que uma das prioridades da pasta é o Arco Norte, que representa 30% do escoamento da produção, sobretudo para o derrocamento do Pedral do Lourenço, na hidrovia do rio Tocantins, necessário para viabilizar a concessão do canal.
“Nossa expectativa é que, agora em março, a gente tenha a liberação para o início da obra. Serão investimentos na ordem de mais de R$ 1 bilhão, dos quais já temos garantidos quase R$ 250 milhões”, disse. “Isso significa a ampliação do escoamento na hidrovia do Tocantins, o que possibilitará a ampliação no escoamento de 2 milhões de grãos para quase 20 milhões em pouco menos de 10 anos”.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reforçou que os investimentos ampliam as possibilidades de novos negócios para os produtores nacionais.
“A iniciativa privada vê que o Governo tem um direcionamento”, declarou. “Hoje o mundo é real: a gente investe, a safra cresce, os portos investem, a infraestrutura melhora e, aí, o país cresce”.