Brasil Export
Fiepe e OAB-PE discutem exportações e segurança no setor portuário
Bruno Veloso cobra mais investimentos em infraestrutura, enquanto Ingrid Zanella defende mais previsibilidade nas decisões judiciais
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, destacou o potencial de exportação de produtos do estado e enfatizou a necessidade de melhoria da infraestrutura e de novas alternativas para garantir a boa logística de Pernambuco.
Veloso discursou na quinta-feira (20), durante a sessão solene do Pernambuco Export, Fórum Estadual de Logística, Infraestrutura e Transportes, promovido pelo Grupo Brasil Export, realizado no auditório da Fiepe.
“As exportações são uma pauta diversificada em Pernambuco, como o derivado de petróleo, automóveis, açúcar e frutas, que colocam nosso estado entre os três maiores exportadores do Nordeste”, comentou.
Para ele, os investimentos realizados nos portos de Suape e de Recife, que preveem aumento de capacidade nas operações, foram fatores determinantes para os bons números das exportações no estado.
“As exportações ainda são um caminho de grande potencial. Por isso, a Fiepe, como defensora de discutir alternativas, apoia iniciativas que visam acelerar o desenvolvimento da infraestrutura do nosso estado. Entre elas, o ramal ferroviário da Transnordestina, obra fundamental para potencializar o escoamento de produtos”, defendeu.
Maior previsibilidade

Presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, representou o setor judiciário durante a sessão solene do fórum estadual
Representando o Judiciário, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella, destacou o papel do setor para garantir segurança e previsibilidade nos negócios dentro do setor portuário e da infraestrutura do estado.
Em seu discurso durante a sessão solene, ela enfatizou a criação de uma corte especializada em direito marítimo e portuário pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) para a discussão dos temas ligados ao setor.
“Todos nós, de diversos setores, sejam advogados, empresários ou governantes, queremos previsibilidade nas nossas relações. Seguindo uma tendência do país, o TJ de Pernambuco inaugurou no ano passado uma corte especializada. Todos nós esperamos que isso traga ainda mais segurança às demandas que chegam ao Judiciário. É importante que o direito marítimo e portuário, além de tratar de ramos essenciais, tenha particularidades relevantes, e precisamos de advogados, magistrados e empresários dedicados a essa segurança jurídica”, pontuou.