Região Norte
Vice-governadora diz que ZPE do Acre está mais próxima de operar
Ainda sem data para funcionamento, ZPE de Senador Guiomard foi vendida em 2021 e teve regularização ano passado
Ainda sem data para começar a funcionar, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Senador Guiomard, no Acre, recebeu na última sexta-feira (21), a visita da vice-governadora do Estado, Mailza Assis. Ela aproveitou a visita para reforçar a intenção de que a ZPE comece a operar.
Mailza destacou que a manutenção do espaço representa um estímulo ao crescimento de novos mercados de produtos do Acre para o mundo, principalmente por conta da Rota do Pacífico.
“Estamos trabalhando essa retomada da ZPE, porta de entrada para o desenvolvimento. Nossa localização geográfica, divisa com o Peru e Bolívia e países andinos, permite alcançar novos mercados ainda não explorados. Queremos o nome do Acre cada vez mais em ambiente de investimentos e atrair novas empresas para gerar oportunidades”, disse a chefe do executivo.
O diretor da ZPE Acre, Lauro Santos, afirmou que essa é uma oportunidade de mostrar para todo o estado e o país a importância do Acre no mercado global. “Queremos apresentar a ZPE Acre para todo o Brasil. Nós somos o único estado brasileiro que, para chegar ao Oceano Pacífico, só atravessa um único país, que é o Peru, onde temos o Porto de Chancay. Isso é um ganho geopolítico e vamos fortalecer a política de ZPEs em âmbito nacional, e ver um novo cenário econômico no Acre”, afirmou.
A ZPE de Senador Guiomar foi vendida em 2021 pelo Governo do Estado, 10 anos após ser inaugurada, por R$ 25,8 milhões, para o grupo China Haiying do Brasil.
A ZPE é composta por 130 hectares, sendo que 10 hectares são da área administrativa e outros 120 correspondem ao parque industrial. O empreendimento foi criado pelo governo do Acre em 2010 com objetivo de atrair investimentos para promover o desenvolvimento econômico e social e, consequentemente, a criação de emprego e renda no estado. Mas, o projeto sempre esbarrou em diversas dificuldades e muita burocracia. O leilão foi feito em 2020. A regularização só ocorreu em outubro do ano passado, com todos os trâmites legais envolvidos.