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Trump aponta controle de portos no Panamá como vitória dos EUA
O discurso de Trump 1
Uma das maiores negociações do mercado portuário global – a compra de 80% da Hutchison Ports e de 90% da Panama Ports Company pelo consórcio liderado pelo fundo de investimento BlackRock e pela Terminal Investment Ltda (TIL, do Grupo MSC) – foi um dos destaques no discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Congresso do país na noite da última terça-feira. Trump fez questão de apontar que, com essa transação, os EUA voltam a ocupar uma posição estratégica no Canal do Panamá, uma das principais vias internacionais de navegação.
O discurso de Trump 2
Trump se referiu ao fato de o consórcio liderado pela norte-americana BlackRock passar a controlar a Panama Ports Company, que opera os portos de Balboa e Cristobal, cada um localizado em um lado do canal. Tanto a Hutchinson Ports – que administra 43 portos em 23 países – como a Panama Ports Company eram propriedades do Grupo Hutchinson, conglomerado com sede em Hong Kong, território que voltou ao domínio chinês.
O discurso de Trump 3
Em seu discurso, Trump afirmou que sua administração “vai reclamar o Canal do Panamá. E nós já começamos a fazer isso”. E complementou: “Hoje (terça-feira, dia 4), uma grande companhia americana anunciou que está comprando portos no Canal do Panamá e muitas outras coisas relacionadas com o canal e outras, com outros canais”.
Mulino responde
Nessa quinta-feira, dia 5, o presidente do Panamá, José Raul Mulino, respondeu à fala de Donald Trump, dizendo em suas redes sociais que o presidente norte-americano estava “mais uma vez mentindo”. “O Canal do Panamá não está em processo de ser reclamado. O canal é panamenho e vai continuar sendo panamenho”, destacou.
Dólar em queda
O mercado financeiro retornou do Carnaval em clima de alívio. Numa sessão de curta duração nessa quarta-feira, o dólar teve a maior queda em mais de dois anos e meio e dissipou a alta do fim de fevereiro. A moeda norte-americana encerrou o dia vendido a R$ 5,756, com recuo de R$ 0,16 (-2,71%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão, em meio a sinais de desaceleração na economia norte-americana e com o adiamento das medidas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump.