Nacional
Silvio Costa Filho mira em parcerias com países asiáticos
Declaração foi hoje (13), durante o lançamento da Frente Parlamentar Brasil-Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiáticos), em Brasília
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta quinta-feira (13) que a pasta tem mobilizado esforços para atrair investimentos de parceiros econômicos de países orientais. A declaração foi durante o lançamento da Frente Parlamentar Brasil-Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiáticos), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
“O Brasil tem esse ano uma grande carteira de concessões para que a gente possa fazer investimentos em portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, e hoje temos grandes investidores da ASEAN que têm interesse estratégico em provar investimentos no Brasil”, disse.
Costa Filho se colocou à disposição dos membros das embaixadas, do Poder Legislativo e investidores do setor privado para apresentar o que chamou de “janela de oportunidades” em projetos nacionais.
A Asean reúne 10 países: Brunei, Laos, Indonésia, Myanmar, Malásia, Camboja, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Singapura, e representa o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, depois de China e Estados Unidos.
O ministro destacou que o Produto Interno Bruto do bloco cresceu em média 4,5% no último ano e que iniciativas do governo federal, como o projeto de lei da reforma tributária e a desburocratização do setor logístico, vão gerar mais previsibilidade e um melhor ambiente de negócios para atrair mais parcerias com o mercado em expansão e os possíveis consumidores potenciais.
“O Brasil tem uma excelente pauta na agenda da sustentabilidade, da energia verde, sustentável e descarbonização. O que a gente percebe: o mundo hoje quer produzir, quer investir”, completou Costa Filho.
O presidente da Frente, deputado Waldemar Oliveira (Avante-PE), detalhou que o Brasil, como a maior economia da América Latina, embora esteja geograficamente distante da ASEAN, compartilha com os países da associação valores e objetivos comuns em áreas como o multilateralismo, comércio internacional e sustentabilidade.
“A expansão do comércio entre o Brasil e os países que compõem a Frente pode ser vista como uma prioridade estratégica, tanto no âmbito econômico quanto no político”, afirmou Oliveira.
“Em 2020, o comércio entre o Brasil e a ASEAN somou mais de US$ 22 bilhões, o que representa um aumento de 30% em relação aos anos anteriores. Esse número reflete não só o potencial de crescimento, mas também o interesse crescente de ambas as partes em estreitar as suas relações comerciais”, finalizou.
A Associação de Nações do Sudeste Asiático foi fundada em 1967 para impulsionar o desenvolvimento econômico dos países da região.