Região Sudeste
Sem plano emergencial, Ecovias prioriza liberação rápida das pistas
Empresa diz que estratégia atual se baseia na remoção rápida de destroços da passarela, mas sem solução definitiva para crises
Empresa responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a Ecovias Imigrantes não tem, pelo menos neste momento, um plano de contingência para casos de extrema gravidade, como o que ocorreu na última quinta-feira. De acordo com a empresa, diante de situações de caos, os trabalhos são voltados para a liberação das pistas no menor tempo possível.
“O nosso plano gira em torno da liberação rápida. No caso do incidente com a passarela, buscamos os guindastes em Santos e os colocamos para subir pela pista sul, na contramão, até o km 52, para que a remoção dos destroços fosse realizada rapidamente. Mas se tratava de uma operação lenta”, disse o gerente de operações rodoviárias da Ecovias, Fernando Ferreira.
Mesmo reconhecendo os transtornos enfrentados por quem vivenciou o bloqueio total das pistas e passou horas aguardando a liberação. Ferreira lembrou que, por lei, não há hipótese que autorize o tráfego de veículos pesados pela pista sul da Rodovia dos Imigrantes. Baseia-se, para isso, na Portaria Artesp DGR/DPL – 11, de 6 de dezembro de 2002, que veta o tráfego desse tipo de veículo em uma pista com 11 km de extensão, rampa média de 6% e sinuosidade baixa e que, para tal configuração, não possui o sistema de freios adequado. “Temos pistas que se conversam, mas a portaria é muito clara”.

Prevista para ter 21,5 quilômetros de extensão, a terceira pista da Imigrantes engloba veículos pesados, mas essa obra está prevista para ser entregue somente em 2031. Foto: Divulgação/Ecovias
Datado de 6 de dezembro de 2002, o documento entrou em vigor antes da inauguração da segunda pista da Imigrantes, o que ocorreu 11 dias depois.
Com a segunda pista vetada (pelo menos por enquanto), a aposta fica para a terceira pista da Imigrantes. Prevista para ter 21,5 quilômetros de extensão, essa obra engloba veículos pesados e ligará o km 40 da pista sul da Rodovia dos Imigrantes ao km 270 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni. O problema é que a previsão indica que a obra será entregue somente em 2031. Ou seja, por enquanto, o plano de contingência é, de fato, a rápida liberação das pistas.
Reconstrução
A Ecovias ainda não tem previsão de quando a passarela voltará a operar normalmente. Por enquanto, a empresa trabalha na limpeza das pistas e melhora no fluxo de veículos, justamente para colocar fim aos congestionamentos. A partir daí será elaborado todo o planejamento visando a reconstrução do equipamento.
Colaborou Glauco Braga