quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Santos Export

Para especialista, sustentabilidade precisa de ações concretas

27 de March de 2025 às 11:43
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Painel do Santos Export discutiu ações para reduzir emissões, ampliar diversidade e integrar infraestrutura portuária ao desenvolvimento sustentável

Béatrice Dupuy, gerente executiva de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Santos Brasil, afirmou que a sustentabilidade precisa de ações concretas por parte das empresas para sair do papel. A declaração foi feita durante o Painel InfraESG, realizado no Fórum Santos Export, no último dia 18.

Para isso, é preciso criar uma matriz de sustentabilidade (ou matriz de materialidade, ferramenta que ajuda empresas a identificar e priorizar temas relevantes para o negócio e para seus stakeholders), engajar funcionários de todos os níveis hierárquicos, acreditar no poder da transparência – que envolve divulgar nos relatórios os avanços, mas também os desafios – e “ouvir a cidade”.

“As empresas do porto precisam ouvir a cidade, as comunidades, quais são as preocupações das pessoas? E para não ser greenwashing, precisamos de dados – que é o que reforça a confiança de todos – dos investidores e da sociedade”, explicou Dupuy.

Segundo ela, os princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) da Santos Brasil “são muito claros”. No ano passado, a companhia apresentou seu Plano de Transição Climática, no qual reúne um conjunto de diretrizes e compromissos para reduzir em 70% as emissões diretas de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas operações até 2040 nos escopos 1 (criadas diretamente pelas operações da empresa) e 2 (criadas indiretamente por meio da energia utilizada). Para o escopo 3 (emissões indiretas relacionadas à cadeia de valor), a meta é diminuir 30%.

O documento também lista metas de curto, médio e longo prazo, entre elas a substituição de RTGs (guindastes de pátio) movidos a diesel por modelos elétricos e a mudança completa da matriz energética dos terminais, além do engajamento junto à cadeia que completa as operações.

O Tecon Santos deve implantar até 2031 o shore power, tecnologia que ofertará energia elétrica aos navios atracados, permitindo que eles desliguem os motores e parem de queimar combustível enquanto estão no terminal. Ainda não há demanda para esse serviço; no entanto, a empresa já quer deixar a infraestrutura pronta para quando esse cenário se concretizar.

Além dos objetivos ambientais, metas de diversidade nas equipes e projetos de engajamento comunitário fazem parte das políticas ESG do terminal portuário. “Nossa meta é pública: 30% de mulheres na liderança até 2030”, citou Dupuy.

Ações do Governo

Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, também participou do painel e garantiu que o governo federal está trabalhando ativamente para adequar as regulamentações dos setores de infraestrutura à realidade do aquecimento global e seus impactos.

Nesse sentido, ele citou três medidas institucionais que já estão em andamento: a revisão das diretrizes de sustentabilidade do ministério, que passaram a incluir questões relacionadas aos impactos da mudança do clima na infraestrutura de transportes; a instituição de um comitê interministerial entre as pastas de portos, aeroportos e transportes, em outubro do ano passado, para aprimorar as práticas de sustentabilidade nos setores; e a revisão do planejamento do ministério em relação aos contratos de concessões, que agora incluem, por exemplo, a alocação de no mínimo 1% da receita bruta das concessionárias para o desenvolvimento de infraestrutura sustentável.

“Sustentabilidade não é mais uma possibilidade na modelagem e sim uma premissa. Estamos criando os instrumentos, mas sem parceria e integração entre setor regulado e pensadores das políticas públicas, ainda temos muitos desafios complexos, especialmente sobre desenvolvimento de longo prazo”, ressaltou Cloves.

Além dos citados, participaram do debate Danielle Bernardes, gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT); Danilo Veras, head de Public Affairs do Grupo Maersk para a América Latina; e Juliana Silva, diretora de Sustentabilidade do Grupo CCR. A mediação foi feita por Felipe Queiroz, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Compartilhe:
TAGS
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten