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Petrobras firma parceria com o BNDES para mercado em crédito de carbono
Diesel mais barato 1
O preço do litro do óleo diesel A (utilizado na produção do óleo que chega aos consumidores) foi reduzido em R$ 0,17 nesta terça-feira, dia 1º, anunciou a Petrobras nessa segunda-feira, dia 31. A redução foi de 4,6% no valor. O comunicado foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante lançamento de um programa para aquisição de crédito de carbono, na sede da companhia, no Rio de Janeiro.
Diesel mais barato 2
O novo valor do combustível vendido às refinarias será, em média, de R$ 3,55 por litro. De acordo com cálculos da empresa, considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05/litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B. A última mudança no preço do diesel tinha sido em 1º de fevereiro, quando houve alta de R$ 0,22.
Crédito de carbono 1
No evento em que foi anunciada a redução no preço do óleo diesel A, nessa segunda-feira, a Petrobras firmou uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que irá criar um mercado de ao menos R$ 450 milhões em crédito de carbono, com o objetivo específico de restauração florestal na Amazônia. A iniciativa recebeu o nome ProFloresta+.
Crédito de carbono 2
O valor inicial de R$ 450 milhões corresponde ao que a Petrobras vai desembolsar comprando os créditos de carbono. O BNDES terá o papel de conceder empréstimos para projetos que se dediquem ao restauro de áreas amazônicas. Esses empréstimos serão com recursos do Fundo Clima, em que a taxa de juros é de 1% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país, a Selic, que serve de parâmetro para operações de empréstimos, está em 14,25% ao ano.
Pessimismo
A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano foi reduzida, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nessa segunda-feira, dia 31, em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para este ano, a estimativa para o crescimento da economia caiu de 1,98% para 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.