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Brasil espera ser poupado do tarifaço que será anunciado por Trump
O Governo Federal espera ser poupado do tarifaço prometido pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que deve ser anunciado hoje, dia 2. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, causará estranheza caso o Brasil sofra alguma retaliação comercial. “Os EUA têm uma posição muito confortável em relação ao Brasil até porque é superavitário tanto em relação aos bens, quanto em relação aos serviços”, disse Haddad, em viagem a Paris, nessa terça-feira, dia 1.
Segundo o ministro, diante do comércio bilateral superavitário para os EUA, não haveria motivos para taxação dos produtos brasileiros. “Causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos na mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, completou.
Apesar das palavras de Haddad, técnicos do Governo ficaram preocupados quando nessa terça-feira, 24 horas antes do anúncio de novo tarifaço prometido por Trump, um relatório de órgão ligado à Casa Branca trouxe críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe a suas importações em setores como etanol, filmes, bebidas alcoólicas, máquinas e equipamentos, carne suína, entre outros.
Indústria em alta
As vendas da indústria paulista cresceram 16,1% no primeiro bimestre de 2025, em comparação a igual período do ano passado. O resultado mostra uma inversão em relação aos primeiros bimestres de 2024, 2023, e 2022, quando as vendas, comparadas com o ano anterior, tiveram retração de 7,4%, 3,3% e 9,2%, respectivamente. Os dados, divulgados nessa terça-feira, dia 1, são da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Os dados da Fiesp também apontam que, nos dois primeiros meses deste ano, as horas trabalhadas na indústria paulista aumentaram 3,8% em comparação com o acumulado de janeiro e fevereiro de 2024; e os salários reais médios tiveram redução de 0,7% no período.
No acumulado em 12 meses, de março de 2024 a fevereiro de 2025, as vendas da indústria tiveram alta de 4,3%, terceiro resultado seguido em alta. O indicador de horas trabalhadas na produção também registra avanço, de 2,6%. Os salários reais médios tiveram elevação de 0,7% no período.