Sul Export
Sul Export vai debater resiliência climática no setor de infraestrutura
Grupo Brasil Export promove nos dias 28 e 29 de abril o fórum regional em Porto Alegre, um ano após tragédia
Os desastres naturais são cada vez mais frequentes e severos em todo o mundo. No Brasil, a catástrofe que assolou o Rio Grande do Sul em 2024 é um dos exemplos mais tristes do impacto do clima na vida das pessoas. Foram mais de 2,34 milhões de moradores afetados e 163 vidas perdidas. Com 468 das 497 cidades do território gaúcho prejudicadas pelas chuvas, a rede de transportes, em todos os modais, foi fortemente impactada, prejudicando a logística e a circulação de cargas e passageiros.
Altamente vulneráveis às mudanças climáticas, estradas, ferrovias, portos e aeroportos precisam ser planejados para serem mais resilientes e é impossível não se perguntar se, afinal, a infraestrutura brasileira está preparada para enfrentar os riscos ambientais crescentes. Para auxiliar na construção de políticas públicas relevantes neste sentido, o Grupo Brasil Export promove nos dias 28 e 29 de abril o fórum regional Sul Export. A edição em Porto Alegre abordará os impactos das enchentes, a recuperação do Rio Grande do Sul e os ensinamentos que ficam para todo o País.
“O que aconteceu com os gaúchos ficará marcado na história brasileira como um alerta permanente para a necessidade de pensarmos nos riscos e em medidas de adaptação das infraestruturas críticas. O evento no Estado irá reunir empresários, especialistas e autoridades regionais e nacionais para debater formas de evitar que estes fenômenos climáticos interrompam o cotidiano de pessoas empresas, aumentem os custos de transporte e coloquem vidas em risco”, explica Bruno Merlin, Diretor de Comunicação do Grupo .
Segundo ele, a data escolhida é simbólica. “Na semana de realização do fórum a catástrofe socioambiental terá completado um ano. Será uma oportunidade de ouvirmos quem trabalhou para a recuperação do Estado e aprender com estas experiências. Outro diferencial é que o Fórum acontecerá na sede da Fiergs, aproximando ainda mais o setor público e privado”, completa ele.
Setor aéreo

Raffa Nedermeyer/Agencia Brasil
Um dos destaques na pauta de discussões será o setor aéreo. O Secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, já confirmou presença. “O fechamento do aeroporto internacional Salgado Filho impossibilitou o transporte de insumos e materiais necessários ao trabalho de recuperação do estado no momento de calamidade. Na mesma proporção em que foi prejudicado, o setor da aviação mostrou sua capacidade de colaborar com as ações emergenciais. A Secretaria atuou pela utilização da base aérea de Canoas, equipamento que se mostrou crucial no pronto atendimento aos milhares de gaúchos prejudicados pelas chuvas e evidenciou a necessidade de mais investimentos em aeroportos regionais que podem funcionar como reforço logístico”, destacou.
Franca lembra que o trabalho das autoridades aeroportuárias diante da tragédia reforçou a importância do setor da aviação como meio de integração do País. “Após ter pista e corredores submersos, o aeroporto Salgado Filho recebeu todos os esforços do Governo Federal para que a operação fosse retomada. Em agosto, foi aprovado o reequilíbrio cautelar pela Anac no valor de R$425 milhões, fundamental para acelerar o processo de reabertura do terminal aéreo que aconteceu ainda no mês de outubro do ano passado”, completou o Secretário.
Durante as chuvas, com o aeroporto Salgado Filho fechado, parte dos voos teve que ser emergencialmente transferido para outras seis cidades gaúchas (Caxias do Sul; Santo Ângelo; Passo Fundo; Pelotas; Santa Maria e Uruguaiana) e três de Santa Catarina (Florianópolis, Chapecó e Jaguaruna).
Com o objetivo de expandir a infraestrutura aeroportuária regional e tornar o modal mais acessível, o Ministério lançou, em dezembro do ano passado, o programa AmpliAR. O projeto permite a contratação simplificada das atuais concessionárias que atuam no Brasil para administrar e garantir a operação de aeródromos considerados estratégicos, mas com baixo interesse comercial. As concessionárias serão remuneradas por meio do reequilíbrio dos contratos vigentes.
Após a fase de consulta pública — que recebeu 192 manifestações —, a Secretaria Nacional de Aviação Civil está analisando as contribuições recebidas, com o objetivo de atender às necessidades dos diferentes interessados. A previsão é que o leilão dos aeroportos indicados no programa seja realizado ainda este ano.
Mesmo sem o AmpliAR, investimentos estão sendo feitos nos aeroportos de pequeno porte e aeródromos da região. Em janeiro deste ano, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, assinou a Ordem de Serviço que autorizava o início das obras de modernização do aeródromo Luís Alberto Lehr, no município de Santa Rosa. A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para aprimorar a conectividade aérea no País e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). As obras entrarão em fase de execução.
Os aeroportos de Pelotas e Bagé tiveram a primeira fase de obras entregues em novembro de 2024. Juntos, os dois terminais receberam investimentos de R$ 94 milhões para a modernização das infraestruturas. As obras, que têm como concessionária responsável a CCR Aeroportos, fazem parte da carteira do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).No mesmo mês, a Infraero entregou a primeira fase de obras do Aeroporto de Torres, com investimentos de R$ 22 milhões, oriundos da estatal.
Sul Export 2025
Data: 28 e 29 de abril
Local: Fiergs – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul | Avenida Assis Brasil, 8787. Bairro Sarandi. Porto Alegre, RS.
Participação presencial exclusiva para conselheiros, patrocinadores e convidados do Grupo Brasil Export
Transmissão ao vivo e gratuita pelo canal da TV BE News