Região Sudeste
Santos Grain Day destaca papel do Porto de Santos no agro brasileiro
Evento da ACS promove integração entre operadores logísticos, exportadores e órgãos de Governo para impulsionar as exportações do setor
A Associação Comercial de Santos (ACS) promoveu na quinta-feira (10) a primeira edição do Santos Grain Day, que reuniu representantes e entidades ligadas à cadeia produtiva de grãos do Brasil. Durante toda a programação, players do setor portuário e exportadores do agronegócio discutiram ações e oportunidades de mercado que visam projetar o desenvolvimento do segmento no país.
De acordo com a ACS, o objetivo do evento foi aproximar representantes da cadeia de grãos do Porto de Santos, que representa 30% das exportações do Brasil, sendo que mais da metade desses produtos é composta por itens do agronegócio.
“Nossa proposta é aproximar usuários, produtores, traders, toda a cadeia envolvida com a logística, do Porto de Santos. E para que o pessoal perceba a grandeza do porto, as soluções e oportunidades que temos e também, ao mesmo tempo, estar mais próximo de quem está e faz parte da cadeia”, comentou Eduardo Lopes, gerente-executivo da Associação Comercial de Santos.

No Santos Grain Day, players do setor portuário e exportadores do agro discutiram ações e oportunidades de mercado que visam projetar o desenvolvimento do segmento no país. Foto: Divulgação
Representando o Porto de Santos, o diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS), Beto Mendes, fez uma apresentação sobre a infraestrutura do complexo marítimo e destacou os projetos voltados ao atendimento da crescente demanda de cargas exportadas por Santos, com destaque para os grãos, um dos segmentos mais movimentados.
“O agronegócio vem dando uma amostra fantástica de expansão e de crescimento. O mundo está demandando mais produtos produzidos no país. O Porto de Santos está trabalhando com muita força e intensidade para que possa atender a essa demanda crescente”, disse.
Mendes destacou ainda que a competitividade entre os portos brasileiros será benéfica para o país, uma vez que o agronegócio deverá seguir batendo recordes nos próximos anos. “É importante contribuir para a logística do país e não somente para Santos, mas para que o Brasil tenha ainda mais peso no comércio exterior”, completou.
A programação do evento contou ainda com uma apresentação de Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O setor é responsável por garantir a qualidade dos grãos exportados, bem como fazer o registro das empresas que atuam com esse segmento no Brasil.
“São inúmeras as atividades que o ministério vem desenvolvendo para impulsionar e dar suporte ao setor produtivo brasileiro. Nós tratamos do controle de qualidade, segurança e identidade dos produtos. Se quisermos manter esse alto nível de exportação, precisamos zelar pela qualidade e segurança dos produtos”, analisou.
O departamento é responsável pelo registro das empresas exportadoras de produtos de origem vegetal. Segundo o diretor, o Governo Federal deve manter o rigor no trabalho de fiscalização para garantir a excelência dos produtos.
“Atuamos com auditorias e fiscalizações constantes nessas empresas, nos supervisores de embarque, nos terminais, onde possamos verificar a qualidade dos grãos. Não se pode relaxar, para que não percamos essa qualidade existente”, reforçou.
Ferrovias
O modal ferroviário se apresenta como o principal meio de transporte para atender ao crescimento da produção agrícola. O presidente da Fips (Ferrovia Interna do Porto de Santos), João Almeida, destacou que as concessionárias ferroviárias estão fazendo grandes investimentos para acompanhar essa expansão.
“A ferrovia é um esteio nacional na logística do país, principalmente no transporte de grãos. As grandes concessionárias estão todas investindo pesado”, disse.
O executivo afirmou que os investimentos visam aumentar a capacidade e a extensão da malha, a fim de evitar os gargalos enfrentados pelo setor rodoviário.
“Principalmente para aumentar a capacidade de transporte por vagão. Hoje, já é realidade operarmos trens com 120 vagões, que transportam quase 12 mil toneladas. Isso representa tirar das estradas o equivalente a 360 caminhões”, finalizou.