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Brasil tem quase 4 mil minas abandonadas, aponta pesquisa

14 de April de 2025 às 6:58
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

Minas abandonadas 1
O Brasil tem quase 4 mil minas abandonadas. São 3.943, o que equivale a 11% das 36.337 áreas de extração mineral registradas no País. Os dados integram o estudo “Recuperação de áreas de mineração: um tema crítico e estratégico”, realizado pelo Instituto Escolhas com base em dados da Agência Nacional de Mineração. 

 

Minas abandonadas 2
Essas unidades abandonadas se concentram nos estados de Minas Gerais (22%), Rio Grande do Sul (12%), São Paulo (11%) e Santa Catarina (8%). Entre os municípios, a liderança é de Itaituba (PA), pólo de produção de ouro marcado por operações ilegais e que reúne 39 áreas não mais utilizadas.

 

Minas abandonadas 3
Segundo o levantamento, as minas abandonadas não estão sendo restauradas como exige a legislação, relegando ao poder público os custos ambiental, social e financeiro dos danos causados pelas atividades minerais. 

 

Cultura oceânica 1
O Brasil é o primeiro país a assumir o compromisso de incluir o tema “cultura oceânica” nos currículos escolares nacionais. A decisão foi oficializada por meio de um protocolo de Intenções assinado na última semana, com presença de representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A assinatura ocorreu durante o Fórum Internacional Currículo Azul, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

 

Cultura oceânica 2
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a pasta tem liderado ações como o Programa Escola Azul, que cria clubes de ciência, forma jovens embaixadores do oceano, promove expansão internacional da Olimpíada do Oceano, e articula rede de universidades comprometidas com a formação de professores. “O lançamento do Currículo Azul não é um ponto de partida, é a consolidação de um processo vivo, coletivo e comprometido com o futuro. É também um gesto de soberania e visão estratégica: um país que compreende a importância do oceano para o clima, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável está mais preparado para enfrentar os desafios do século 21”, disse.

 

Cultura oceânica 3
O diretor-geral assistente da Unesco, Vidar Helgesen, destacou o protagonismo do Brasil com o lançamento federal do Currículo Azul. Para ele, é motivo de orgulho para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco.

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