Nacional
Plano federal pretende levar cultura oceânica às escolas
Proposta inédita foi tema de reunião com o presidente Lula e ministras no Planalto; protocolo já foi assinado pelo MCTI
O papel dos oceanos na construção de um futuro sustentável foi o foco de uma reunião realizada no Palácio do Planalto entre autoridades do Governo Federal. O encontro, ocorrido na última quarta-feira (16), reuniu lideranças como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e o diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), Segen Estefen, para discutir iniciativas que reforcem a integração da temática oceânica nas políticas públicas e na educação brasileira.
Entre os principais temas em debate estiveram o fortalecimento da pesquisa científica, o papel do Brasil na Década do Oceano promovida pela ONU, e a relevância de políticas públicas que integrem ciência, inovação e educação ambiental. Um dos destaques foi a recente assinatura de um protocolo de intenções que torna o Brasil o primeiro país a incluir a cultura oceânica no currículo escolar nacional, uma iniciativa que se projeta como referência global.
A ministra Luciana Santos reforçou que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lidera tecnicamente a articulação dessa política, em sinergia com áreas como meio ambiente, saúde, economia e clima. A proposta, segundo ela, tem um caráter transversal e transformador, ao incorporar o tema oceânico na formação das novas gerações.
“Estamos vivendo a Década do Oceano, e o MCTI tem um papel fundamental em impulsionar a pesquisa, a inovação e a conscientização sobre a importância vital dos nossos mares”, declarou a ministra Luciana Santos. “A inclusão da cultura oceânica no currículo escolar é um passo histórico para garantir que as futuras gerações compreendam a urgência de proteger esse ecossistema essencial para a vida na Terra”.
Para o governo, o encontro marcou mais um passo no avanço da política nacional voltada ao uso sustentável dos oceanos e à promoção da educação ambiental como base para uma nova consciência coletiva. A articulação interministerial também foi apontada como essencial para garantir que o Brasil continue contribuindo de forma ativa com as metas globais ligadas ao clima, à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável.