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Sul Export

Tomé Franca e Dino Antunes confirmam presença no Sul Export

23 de April de 2025 às 18:16
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Encontro ocorre nos dias 28 e 29 de abril, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e reunirá autoridades e empresários para debates sobre infraestrutura 

O secretário Nacional de Aviação, Tomé Franca, e o secretário Nacional de Hidrovias, Dino Antunes, confirmaram presença no Fórum Sul Export, organizado pelo Grupo Brasil Export, nos dias 28 e 29 de abril, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

O encontro debaterá investimentos e regulação para o desenvolvimento das hidrovias brasileiras, entre outros temas que fazem parte do setor de infraestrutura e logística.

O Brasil possui a maior bacia hidrográfica do mundo, com mais de 63 mil quilômetros de rios navegáveis. Ainda assim, menos de 30% desse potencial é utilizado de forma econômica ou comercial. Isso acontece porque, para transformar os rios em verdadeiras hidrovias é necessário manter uma infraestrutura completa, com dragagem, sinalização, eclusas e monitoramento.

Segundo o Governo Federal, o país tem potencial para chegar aos 42 mil quilômetros de hidrovias economicamente navegáveis. Para isso, prevê investir R$ 4,1 bilhões do novo PAC no modal, até 2026. “Precisamos criar hidrovias e não apenas usar os rios navegáveis”, defende o Secretário Nacional de Hidrovias, Dino Antunes.

A pasta ocupada por ele foi criada há um ano, em abril de 2024, e tem o desafio de modelar a concessão das hidrovias para a iniciativa privada. Entre os principais pontos está a obrigação do concessionário de fazer dragagens periódicas para manter a navegabilidade nos rios.

“As intervenções hidroviárias são fundamentais para transformar os rios e permitir a navegação segura e perene. Isso é feito em diversos países do mundo, pensando na descarbonização do transporte e em alternativas ambientalmente mais sustentáveis que o modal rodoviário”, reforça.

“Precisamos criar hidrovias e não apenas usar os rios navegáveis”, defende o Secretário Nacional de Hidrovias, Dino Antunes. Foto: Divulgação/MPor

O evento debaterá, entre outros assuntos, a importância econômica e ambiental das hidrovias. Transportar carga em uma barcaça com 1.500 toneladas de carga por um rio é mais barato em termos de frete e equivale usar 15 vagões de trens ou 58 carretas de 26 toneladas.

Nas hidrovias, um único comboio de barcaças levando granéis tira das estradas mais de 500 caminhões, por vez. Ainda assim, ambientalistas questionam os impactos das obras de dragagem, essencial para manter a profundidade de um rio em determinado nível mínimo, mesmo em período de seca.

“Para ser considerada hidrovia é necessário que o trecho do rio tenha previsibilidade de navegação, segurança durante o dia e a noite, como uma estrada. Mas por ser em um leito de rio, este sistema está muito mais exposto ao meio ambiente, exigindo muito mais controle”, explica Ricardo Delfim, diretor comercial da companhia de dragagem Jan De Nul.

“Como o leito do rio é um ambiente muito mais dinâmico do que o marítimo, demanda uma dragagem adaptativa, atrelada ao monitoramento constante dos sedimentos. Em casos como do rio Amazonas, a hidrovia do Paraná-Prata, ou a Lagoa dos Patos, há uma carga sedimentar muito alta. Nesses locais, não adianta ir contra a natureza. É preciso seguir monitorando o movimento do leito do rio e tentar fomentar as áreas de erosão e deposição que o movimento natural da água faz para adaptar o canal de navegação”, conta ele.

O grupo belga teve por quase trinta anos o contrato de concessão do sistema Paraná-Prata, na Argentina, que vai desde o trecho marítimo do canal de acesso ao Porto de Buenos Aires até Corrientes, somando quase 1.5 mil km no total (sendo cerca de 900 km de hidrovias). Depois de 2019, passou a operar em um regime de contratação por escopo e segue sendo responsável pelas obras até hoje.

Na América Latina, a Jan de Nul tem ainda uma concessão no Equador, com prazo de 25 anos, que foi assinada em 2019. São aproximadamente 90 km de hidrovia no Rio Guayas, desde a foz até a cidade de Guayaquil, que é um importante centro comercial e industrial do país.

No Brasil, realizou recentemente a dragagem no trecho do Rio Madeira entre Porto Velho, em Rondônia, e Maricoré, no Amazonas, durante as secas que castigaram a região Norte do país, no ano passado.

Já no Sul, a Jan De Nul fez a operação emergencial no Porto de Rio Grande, para retirada dos sedimentos trazidos pelas fortes chuvas que castigaram o estado gaúcho em 2024.

A experiência da companhia será compartilhada no painel “Investimentos e regulação para o desenvolvimento aquaviário da Região Sul”, no segundo dia do Sul Export.

Sul Export 2025
Data: 28 e 29 de abril
Local: Fiergs – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul | Avenida Assis Brasil, 8787. Bairro Sarandi. Porto Alegre, RS.
Participação presencial exclusiva para conselheiros, patrocinadores e convidados do Grupo Brasil Export
Transmissão ao vivo e gratuita pelo canal da TV BE News

 

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