Região Nordeste
Comitiva de Suape visita refinaria e destaca impacto positivo ao porto
Delegação liderada pelo presidente do complexo conheceu as instalações do Trem 1, que acaba de ter ampliação concluída
A direção do Complexo Industrial Portuário de Suape (PE) realizou nesta sexta-feira (9) uma visita institucional à Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no município de Ipojuca. A comitiva foi liderada pelo diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, e teve como objetivo conhecer as instalações do Trem 1 da refinaria, que acaba de ter sua ampliação concluída pela Petrobras.
Com o novo estágio operacional, a capacidade de refino da unidade passou de 115 mil para 130 mil barris de petróleo por dia. O avanço foi possível após um investimento de R$ 93 milhões, e deve ter impacto direto na movimentação de granéis líquidos no porto, que em 2024 responderam por mais de 64% do total de cargas operadas em Suape.
Segundo Armando Monteiro Bisneto, “a refinaria é um ativo importantíssimo para o desenvolvimento da economia pernambucana, gerando receita significativa para o estado e milhares de postos de trabalho. A conclusão do trem 1 e a futura obra do trem 2, que duplicará a capacidade de refino da Rnest (260 mil barris por dia) em 2028, trazem perspectivas muito positivas para o crescimento de carga de Suape, consolidando o nosso porto como um dos mais relevantes do país.”
As obras do Trem 2 estão em fase de contratação, com expectativa de gerar cerca de 30 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos. De acordo com o diretor-geral da Rnest, Márcio Maia, a expansão vai viabilizar a produção de novos volumes de gasolina, GLP, nafta e principalmente diesel S10, combustível com baixo teor de enxofre e alta demanda no mercado interno. “A meta é reduzir a necessidade de importações e atender melhor o consumo nacional”, destacou.
A Refinaria Abreu e Lima é o principal centro de distribuição da Petrobras nas regiões Norte e Nordeste, com localização estratégica e acesso facilitado por cabotagem. O investimento previsto para o Trem 2 ultrapassa R$ 8,4 bilhões e integra o Plano Estratégico da estatal, que prevê aumento da capacidade de refino em todo o país.