Tocantins Export
Porto Praia Norte tem início de operações previsto para janeiro de 2026
Data foi anunciada durante o Tocantins Export pelo presidente do empreendimento, Klaus Weyand
As operações no Porto Praia Norte, no Tocantins, devem começar em janeiro de 2026. A afirmação foi feita na quinta-feira (15) pelo presidente do empreendimento, Klaus Weyand. O projeto já conta com 75 hectares licenciados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, além de infraestrutura básica como acessos rodoviários, arruamentos, redes elétricas e rampas de acesso.
A data foi divulgada por Weyand durante o painel “Os corredores logísticos para o Arco Norte e a eficiência no escoamento da produção do Centro-Norte brasileiro”, que aconteceu durante o Tocantins Export, fórum estadual de Logística, Infraestrutura e Transportes, realizado paralelamente à Agrotins, principal feira de negócios voltado para o agronegócio da região Norte.
O presidente do Porto Praia Norte anunciou ainda a aquisição de 25 embarcações compradas em São Paulo, que serão desmontadas e levadas ao Tocantins para compor a frota de navegação comercial. “São seis empurradores e 19 barcaças para transporte hidroviário de carga”, detalhou. Além disso, está prevista a construção de um estaleiro em Praia Norte, em parceria com empresas locais, para garantir a manutenção da frota e a sustentabilidade da operação.
Pedral do Lourenço
Também nesta quinta-feira, durante o primeiro dia do Tocantins Export, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit-TO), Luiz Antônio Ehret Garcia, informou que o Ibama deve liberar o início das obras de derrocamento do Pedral do Lourenço em julho deste ano.
Apesar da novidade possibilitar a navegação de embarcações de grande porte durante boa parte do ano, especialmente no período de estiagem, Weyand reforçou que a formação rochosa no leito do Rio Tocantins não impede o início da operação do Porto Praia Norte. “Sem dúvida, a notícia do derrocamento é favorável, mas para nós nunca causou um problema. Nosso objetivo foi baseado em uma navegação de cinco meses, durante a época de cheia (do rio), onde o pedral não influencia”.