Tocantins Export
Movimentação no Corredor Norte da VLI cresce quatro vezes em dez anos
Segundo diretor da empresa, o volume saltou de 3,5 bilhões para 14,4 bilhões de TKU entre 2013 e 2023, com destaque para os terminais operados no Tocantins
A movimentação do Corredor Norte da VLI, que engloba as operações da companhia nos estados do Tocantins, Maranhão e Ceará, quadruplicou desde sua inauguração em 2013. Naquele ano, foram movimentados 3,5 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil); em 2023, o volume atingiu 14,4 bilhões de TKU.
As informações foram divulgadas durante a apresentação da VLI sobre oportunidades para uma logística mais eficiente no Arco Norte, realizada no primeiro dia do Tocantins Export 2025, nesta quinta-feira (15). A palestra foi conduzida por Ederson Almeida, diretor de Operações do Corredor Norte da companhia.
Ele apresentou o Corredor Norte, estruturado como um Sistema Logístico Multimodal, que integra diversos modais de transporte de cargas. Os serviços incluem operações ferroviárias, portuárias e conexões com terminais terrestres.
No Tocantins, a empresa opera dois Terminais Integradores (TI): um em Palmeirante e outro em Porto Nacional. No Ceará, atua no Porto do Pecém, movimentando cargas de importação como carvão e minério. Já no Maranhão, a empresa mantém o TI de Porto Franco, o Terminal Portuário São Luís e participa do escoamento de grãos no Tegram, no Porto do Itaqui.
A VLI também vai inaugurar um novo terminal em Palmeirante, em parceria com a Ultracargo. A previsão é que o empreendimento seja entregue entre o fim de maio e o início de junho.
Ederson Almeida destacou o papel transformador das operações logísticas na região. “Nosso propósito é transformar a logística do Brasil e, quando temos uma infraestrutura eficiente, atraímos investimentos. Em Palmeirante, temos um complexo que funciona como um condomínio, onde estamos atraindo outras empresas para crescerem junto conosco. É gratificante ver o desenvolvimento de Palmeirante, Colinas do Tocantins e de toda a região ao longo desses dez anos”, afirmou.
Inaugurado em 2016, o Terminal de Palmeirante atende atualmente 14 clientes. Focado no escoamento de soja e milho, o empreendimento tem capacidade para movimentar até 6 milhões de toneladas por ano. O local conta com uma pêra ferroviária com duas linhas e três terminais de terceiros integrados.
Almeida também ressaltou a importância de planejar o crescimento logístico para acompanhar a crescente demanda por transporte de cargas, impulsionada pelo agronegócio. A safra de grãos 2024/2025 pode atingir 332 milhões de toneladas, resultado que, se confirmado, será o maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“O crescimento das exportações e do agronegócio, ano após ano, exigiria que o Brasil construísse um novo porto por ano, e estamos longe de conseguir isso. Por isso, precisamos investir fortemente na capacitação da infraestrutura logística”, concluiu o diretor.