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Nacional

Ministro celebra crescimento da aviação e projeta R$ 15 bi em investimentos

28 de May de 2025 às 9:51
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Silvio Costa Filho destaca retomada do setor após a pandemia, anuncia o programa Investe + Aeroportos e defende ampliação do uso de aeronaves da Embraer

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o país vive “um dos melhores momentos da aviação brasileira”, destacando a retomada do setor após o período mais crítico da pandemia de Covid-19. Ele fez esse destaque durante seu discurso na cerimônia de entrega do Prêmio Aviação + Brasil, realizada na terça-feira (27), em Brasília (DF).

Segundo ele, nos três primeiros meses de 2024, o turismo nacional registrou crescimento superior a 10%, enquanto o turismo internacional avançou mais de 14%, com mais de 2 milhões de estrangeiros viajando pelo Brasil. “Nós sabemos que, a cada quatro turistas que viajam pelo Brasil, um emprego é gerado. E eu digo sempre que o maior programa social do país é o emprego e a renda. É isso que traz dignidade e felicidade para as pessoas”, declarou.

O ministro ressaltou que o aumento no número de passageiros movimenta não apenas o turismo, mas também a economia brasileira, com impactos diretos no setor de serviços e no mercado de trabalho. “À medida que avançamos no fortalecimento do número de passageiros viajando pelo Brasil, estimulamos cada vez mais o crescimento do setor terciário e movimentamos a roda da economia brasileira”, afirmou.

Silvio Costa Filho citou uma conversa recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que relatou os avanços do setor. “Quando ele assumiu, em janeiro de 2023, foram 98 milhões de passageiros viajando pelo Brasil. Em pouco menos de dois anos, já ingressaram mais de 20 milhões de passageiros na aviação do país. E, neste ano, nós esperamos mais de 5 milhões de brasileiros ingressando também”, disse.

ministro Silvio Costa Filho

O ministro ressaltou que o aumento no número de passageiros movimenta o turismo e a economia brasileira, com impactos diretos no setor de serviços e no mercado de trabalho. Foto: Daniel Moutinho

Para ele, esse avanço não apenas fortalece o turismo, mas também “consolida a agenda das concessões no país”. O ministro enfatizou a mudança de paradigma no transporte aéreo brasileiro, deixando de ser apenas uma operação de origem e destino para se tornar uma rede de grandes hubs logísticos.

“Hoje temos grandes hubs logísticos no país. E é por isso que estamos revisando a Portaria 93, para dar mais segurança e previsibilidade para quem quer prover investimentos no país”, explicou. Segundo ele, a meta é transformar os aeroportos brasileiros em complexos logísticos multifuncionais. “Que vão desde uma Lojas Americanas, um grande shopping, um grande restaurante, um bar, uma casa de shows, um centro educacional… Ou seja, aproveitarmos esse parque da aviação em hubs logísticos. Porque isso dialoga com a agenda econômica e do desenvolvimento do país”, completou.

Investe + Aeroportos

Durante o evento, o ministro anunciou o lançamento, previsto para junho, do programa Investe + Aeroportos. A iniciativa pretende atrair mais de R$ 15 bilhões em investimentos para o setor nos próximos cinco anos. “Só em Belo Horizonte, em Confins, quase R$ 2 bilhões de investimentos. Em Fortaleza, quase R$ 1 bilhão de investimentos. Esse é, na minha opinião, um dos principais legados que vamos deixar para a aviação brasileira”, afirmou.

Silvio Costa Filho relatou ainda ter participado, naquele mesmo dia, de um almoço com as concessionárias de aeroportos, no qual propôs a construção, nos próximos meses, de um grande programa de planejamento para a aviação nacional. “Daqui a pouco eu não serei mais ministro, mas, em qualquer posição em que estivermos, estaremos na torcida sempre pela aviação do país. Hoje eu sou um apaixonado pela aviação do país. Eu não tinha, como deputado federal, a compreensão do que isso representa para a economia brasileira”, admitiu.

Ele destacou a importância do diálogo e da unidade do setor, frequentemente visto com preconceito e que enfrenta muitas dificuldades. “O Congresso Nacional não tem dimensão do que representa essa agenda para o Brasil. Fico feliz por tentar colocar essa pauta na ordem do dia, pois ela é fundamental para o desenvolvimento do Brasil.”

Em seu discurso, o ministro defendeu ainda a ampliação do uso de aeronaves fabricadas no Brasil. “Não tem sentido 49% da aviação nos Estados Unidos serem operados por aviões da Boeing. Não tem sentido 48% da aviação na França serem operados por aviões Airbus. No Brasil, apenas 14% são operados por aviões da Embraer. Vocês, das concessionárias e todos que fazem a aviação brasileira, precisam acelerar o passo e fazer com que as aéreas brasileiras, sobretudo as três principais, que representam 98% do mercado, possam avançar na compra de aviões da Embraer, que são um ativo do Brasil.”

Otimismo

O ministro reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas companhias aéreas no país, mas demonstrou otimismo com a recuperação do setor. “‘Mas Silvio, como é que vamos comprar avião se as aéreas estão em dificuldade?’ Eu disse isso da Latam, da Gol e estou dizendo da Azul: as companhias aéreas brasileiras vão sair desse processo de dificuldade pós-pandemia muito maiores do que muitas empresas aéreas no mundo”, afirmou.

Ele lembrou que o governo criou o FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil), um programa de financiamento com recursos da ordem de R$ 4 bilhões, para ajudar na recuperação econômica das companhias. “Isso vai dar fôlego fiscal e econômico e fará com que essas companhias tenham sustentabilidade e possam fazer um planejamento de investimentos”, ressaltou.

Por fim, o ministro destacou o bom relacionamento institucional com órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Tribunal de Contas da União (TCU), ressaltando o ambiente favorável ao crescimento do setor. “Acho que neste momento o Brasil nunca precisou tanto de unidade como está precisando”, concluiu.

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