Região Norte
Ministro garante retomada das obras do Pedral do Lourenço em 2025
Gerente jurídica da CDP e Conselheira do Tocantins Export se reuniu com o ministro para apresentar a licença ambiental da obra
A gerente jurídica da Companhia Docas do Pará (CDP) e presidente do Conselho do Tocantins Export, Fernanda Araújo, se reuniu com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Dino Batista, para apresentar a licença ambiental da obra de derrocagem do Pedral do Lourenço, um dos principais entraves à navegação plena na Hidrovia Araguaia-Tocantins.
Durante o encontro, o ministro confirmou que o cronograma das obras será retomado no segundo semestre de 2025. “É uma alegria poder receber o deputado Ricardo Ayres, que sempre foi um defensor da importância da hidrovia do Tocantins para o desenvolvimento do Tocantins e do Norte do Brasil. Conseguimos avançar na primeira fase da obra do Pedral do Lourenço, com investimentos de mais de R$ 1 bilhão, e esperamos no segundo semestre retomar a obra”, declarou Silvio.
Ele também garantiu que, em 2026, será feita a concessão do ativo. “Teremos essa grande concessão hidroviária, que vai alavancar a economia da região, saindo de 2 milhões de toneladas movimentadas para quase 20 milhões”, afirmou. Segundo ele, o projeto também se alinha à agenda de sustentabilidade e reduzirá custos logísticos.
Para Fernanda Araújo, a reunião reforçou o papel estratégico do Tocantins no escoamento da produção nacional. “O Conselho do Tocantins Export vem atuando junto com o Governo do Estado e com a bancada federal. Quando fui convidada pelo deputado Ricardo Ayres para participar dessa reunião, fiquei muito feliz. Essa obra tem um valor imensurável para o Tocantins e para o país como um todo”, declarou.
Ela também destacou o compromisso do ministro com a agenda logística da região. “Durante a reunião ele foi muito assertivo ao enfatizar a importância dessa obra para o Estado e para o Norte do país”.
Fernanda ressaltou ainda que seguirá acompanhando o processo de avanço das obras e das políticas de infraestrutura voltadas ao Tocantins. “Nosso papel no Conselho é justamente integrar o setor público e o setor produtivo para superar os gargalos logísticos. Neste caso, com foco especial no Tocantins, estamos empenhados em destravar pautas históricas e fundamentais para o crescimento da região.”
Impedimento à navegação
O Pedral do Lourenço é uma formação rochosa localizada no leito do rio Tocantins, entre os municípios de Itupiranga e Marabá, no estado do Pará. Esse trecho tem cerca de 43 quilômetros de extensão e é considerado o principal obstáculo natural para a navegação plena na Hidrovia Araguaia-Tocantins.
Durante a estiagem (período de seca), o nível do rio diminui, e as rochas do Pedral do Lourenço impedem a passagem de embarcações de grande porte. Por isso, é necessária a derrocagem, que é o processo de remoção ou fragmentação dessas rochas, para permitir a navegação regular ao longo do ano.
A derrocagem do Pedral é considerada uma obra estratégica para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e do Norte do Brasil. Ao viabilizar o transporte hidroviário de cargas, especialmente grãos e minérios, a hidrovia permitirá, segundo o governo, a redução de custos, diminuição da emissão de poluentes, por substituir parte do transporte rodoviário; a integração dos modais de transporte (hidrovia, ferrovia e rodovia) e o aumento da competitividade da produção nacional no mercado externo.
O projeto tem apoio de diversos setores do governo federal e estadual, além da bancada parlamentar da região Norte e de entidades do setor produtivo.