Internacional
Brasil expõe ações para infraestrutura resiliente a desastres na França
Ministério dos Transportes detalhou programas como AdaptaVias e investimentos para enfrentar os impactos das mudanças climáticas
O Ministério dos Transportes apresentou, na França, as iniciativas brasileiras voltadas à adaptação da infraestrutura às mudanças climáticas. A exposição foi feita durante a Conferência Internacional sobre Infraestrutura Resiliente a Desastres (ICDRI), realizada nos últimos dias 6 e 7, em Nice, com a participação de representantes de diversos países.
O subsecretário de Sustentabilidade da pasta, Cloves Benevides, representou o governo brasileiro no evento, que discutiu estratégias do setor de transportes diante dos impactos ambientais no contexto do desenvolvimento econômico. Entre os temas abordados, estiveram o fortalecimento das capacidades locais, o uso de tecnologias emergentes na prevenção de riscos e o financiamento de soluções sustentáveis.
Benevides destacou o programa AdaptaVias, que realiza o mapeamento das vulnerabilidades climáticas em cerca de 100 mil quilômetros de rodovias e ferrovias federais. Segundo ele, os dados coletados orientam decisões para obras de adaptação e integram a estruturação do órgão no âmbito do Plano Clima. Entre as inovações previstas para a nova fase do PRO-AdaptaVias está o uso de tecnologias como inteligência artificial e drones para o monitoramento e a resposta a desastres.
“Projetos como o AdaptaVias e a destinação de recursos específicos para obras de resiliência demonstram nosso compromisso em promover soluções inovadoras, inclusivas e sustentáveis”, afirmou.
Outra medida ressaltada foi a aplicação de 1% da receita bruta de concessões viárias em ações voltadas à resiliência climática. Benevides explicou que o Governo Federal busca assegurar investimentos contínuos nas intervenções de reforço estrutural nas estradas do país. “É fundamental garantir uma infraestrutura de transportes preparada para os desafios das mudanças climáticas”, disse.
O subsecretário também pontuou a participação ativa do ministério na elaboração da Taxonomia Sustentável Brasileira, ferramenta que orientará investimentos em projetos ambientalmente sustentáveis e que está alinhada à agenda da instituição global. A proposta visa reduzir os entraves enfrentados por Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) para acessar linhas de crédito e fomentar soluções baseadas em boas práticas.
“A participação ativa no Comitê de Governança da CDRI fortalece nossa capacidade de influenciar e alinhar investimentos à agenda global, consolidando o protagonismo brasileiro na construção de um futuro mais seguro e resiliente”, finalizou.