quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Centro-Oeste Export

Falta de integração entre modais ameaça escoamento da safra na região

Atualizado em: 27 de June de 2025 às 9:03
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Debates do Centro-Oeste Export expuseram gargalos da região e a necessidade de planejamento coordenado entre rodovias, ferrovias e hidrovias

A necessidade de ampliar a integração entre os modais de transporte e enfrentar os gargalos que afetam o escoamento da produção agrícola no Centro-Oeste marcou o primeiro dia do fórum Centro-Oeste Export, na quinta-feira (26), em Rondonópolis (MT). Representantes do setor produtivo, especialistas e autoridades defenderam investimentos coordenados em rodovias, ferrovias e hidrovias para garantir competitividade à região.

O alto custo do frete, os gargalos no Arco Norte e a falta de infraestrutura adequada nas hidrovias colocam em xeque a competitividade da produção agrícola. A avaliação é de Edeon Vaz Ferreira, presidente do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, durante o painel “Demandas para ampliar a eficiência no transporte de granéis entre áreas de produção e terminais portuários”. Segundo ele, sem planejamento integrado e obras efetivas, a região terá dificuldades crescentes para escoar sua produção.

Edeon apresentou diagnóstico dos principais entraves para movimentar grãos e receber insumos. O escoamento no Brasil é significativamente mais caro que em países concorrentes. “Em Sorriso (MT), o transporte rodoviário até o Porto de Santos custa US$ 103 por tonelada. Pela ferrovia a partir de Rondonópolis, cai para US$ 92. Por Miritituba (PA), via hidrovia, chega a US$ 122. Nos EUA, onde 70% da carga usa hidrovia, o custo pode ser US$ 73 por tonelada”, exemplificou.

O executivo chamou atenção para problemas em corredores logísticos. No Arco Norte, acessos viários não entregues aos terminais da BR-230 provocam filas de caminhões de até 18 km. “A concessionária da BR-63 tem obrigação contratual de entregar os acessos, mas ainda não o fez. Isso gera espera e transtornos.”

Edeon Vaz Ferreira e Rodrigo Vilaça participaram do painel “Demandas para ampliar a eficiência no transporte de granéis entre áreas de produção e terminais portuários”. Foto: Rodolfo Roca

A falta de armazéns em estados como Rondônia faz produtores estocarem grãos em caminhões. Em Rondonópolis, falha no sistema da operadora ferroviária impactou temporariamente o escoamento.

Outro fator crítico é o agravamento das estiagens na Amazônia. Os “verões amazônicos” de 2023 e 2024 reduziram o nível dos rios Tapajós e Madeira, exigindo redução da carga e até suspensão temporária da navegação. “Falta dragagem. O Dnit faz o possível, mas é preciso conceder o serviço hidroviário à iniciativa privada para respostas mais eficientes.”

Ele também apontou limitações no licenciamento ambiental como entrave. “Rodovias existentes exigem licenciamento para obras complementares, como acostamentos. É preciso rever as normas. Só não dá pra mudar a morte, o resto tem que mudar”, afirmou.

Entre avanços, Edeon destacou o início das obras da ferrovia estadual entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com ramal até Cuiabá, e a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), ligando Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT). O primeiro terminal da linha estadual deve ser inaugurado em agosto de 2026. “A produção cresce, e os desafios para escoar 144 milhões de toneladas de grãos serão maiores. Sem planejamento e obras, continuaremos perdendo competitividade”, concluiu.

O painel contou ainda com Rodrigo Vilaça, sócio da RV Conecta, empresa especializada em integração logística e infraestrutura. “Fica evidente a necessidade de integração entre os modais. O rodoviário com o hidroviário e o ferroviário. Temos que nos perguntar: para que porto queremos ir? A partir disso, planejar os investimentos em ferrovias”, destacou.

Compartilhe:
TAGS Centro-Oeste Export
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten