Comércio exterior
Exportação de ovos do Brasil cresce 192% e bate recorde no 1º semestre
Com forte aumento nas vendas para os Estados Unidos, setor projeta novo ciclo de crescimento nas exportações sem impacto na oferta interna
As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 24.915 toneladas no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 192,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportadas 8.518 toneladas.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o avanço demonstra a consolidação do Brasil como fornecedor de confiança no mercado global. “Os embarques de ovos atingiram patamares históricos neste primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como os Estados Unidos, México e Japão”, afirma.
A receita obtida com as exportações entre janeiro e junho foi de US$ 57,759 milhões, alta de 216,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior (US$ 18,622 milhões). Somente em junho, foram embarcadas 6.558 toneladas, com faturamento de US$ 15,659 milhões, aumentos de 308,3% e 288,8%, respectivamente, frente ao mesmo mês de 2024.
Os Estados Unidos lideraram como principal destino no semestre, com 15.202 toneladas enviadas (+1247%) e receita de US$ 33,1 milhões (+1586,2%). O México aparece em seguida, com 1.586 toneladas e US$ 6,9 milhões, seguido pelo Japão, com 1.570 toneladas (+152,1%) e US$ 3,7 milhões (+143,2%).
Santin destaca que a performance reflete fatores estruturais do setor. “O cenário reforça a confiança do mercado internacional na qualidade, biossegurança e competitividade do produto brasileiro”, diz o presidente da entidade.
Entre os mercados com aumento nas compras, se destacam Angola, que importou 686 toneladas, com receita de US$ 1,1 milhão, e Serra Leoa, com 473 toneladas (+359,6%) e US$ 766 mil em receita (+373,5%). Já entre os países que reduziram as importações, o Uruguai adquiriu 369 toneladas, queda de 14,3% em volume e de 18,5% na receita (US$ 1,24 milhão). O Chile também apresentou retração, com 2.426 toneladas (-16,6%) e receita de US$ 6,85 milhões (-2%).
Para os próximos meses, a ABPA projeta manutenção do ritmo de crescimento. “Com a manutenção das atuais condições de mercado, a expectativa é de que o segundo semestre consolide um novo ciclo de crescimento nas exportações do setor, sem impactos significativos na oferta interna de produtos”, conclui Santin.