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Antaq reforça na Justiça veto a empresas no leilão do Tecon Santos 10
Agência defende restrições à participação de operadores já atuantes no Porto de Santos em resposta à ação movida pela Maersk
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) defendeu novamente, agora perante a Justiça Federal, as restrições ao leilão do Tecon Santos 10, o megaterminal de contêineres e carga geral planejado para o Porto de Santos (SP).
Na última quinta-feira, dia 17, o órgão regulador destacou a necessidade dessas medidas em resposta ao processo movido pela armadora Maersk, que contesta exatamente essas regras. De acordo com a Antaq, a concessão da instalação ocorrerá, inicialmente, sem a participação de empresas que atuam no segmento de contêineres do cais santista.
Restrição
Conforme as regras definidas pela Antaq, e que estão sob avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU), as empresas do setor de contêineres presentes em Santos serão proibidas de participar do leilão. Mas essa restrição será suspensa se, quando o pregão for realizado, não houver outros interessados no terminal. Nesse caso, um novo leilão será realizado sem qualquer limitação de participantes. A armadora Maersk é prejudicada por essa regra, uma vez que detém 50% das ações do Brasil Terminal Portuário (BTP). A outra metade é da armadora MSC.
Novos players
Em sua argumentação à Justiça Federal, a Antaq informou que adotou essa norma para estimular a entrada de novos players no setor e evitar uma concentração de mercado. A Maersk defende que essa limitação é “ilegal”, “inédita” e foi adotada sem debate suficiente com o mercado.
Inovação
A Ultracargo concluiu com sucesso uma operação inédita de inspeção robotizada de tanques de produtos inflamáveis em seu terminal marítimo em Santos (SP). A iniciativa utilizou tecnologias de ponta e foi desenvolvida com os tanques cheios e em operação, eliminando a necessidade de esvaziamento ou parada. O processo incluiu diversas etapas, como a medição de espessura por ultrassom, utilização de câmeras embarcadas no robô para análise visuais e o georreferenciamento para identificar com precisão anomalias de baixa espessura.
Economia de tempo
“A adoção dessa tecnologia representa um ganho expressivo em segurança, confiabilidade e produtividade, reduzindo riscos operacionais e otimizando o processo de inspeção”, afirmou Everaldo Silva Sena, gerente de Planejamento e Controle de Manutenção da Ultracargo. Segundo ele, além de evitar a exposição de colaboradores a ambientes confinados, não foi preciso transferir o produto nem parar a operação, o que evitou desperdícios e gerou uma economia relevante. A inspeção, que antes exigia de 10 a 15 dias com o tanque fora de operação, foi realizada em apenas dois dias, com o equipamento em plena atividade.