quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Nacional

Alckmin discute tarifas com secretário dos EUA e defende solução negociada

25 de July de 2025 às 9:57
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Vice-presidente relatou conversa com Howard Lutnick e disse que governo brasileiro quer evitar contaminação política na questão comercial

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou na quinta-feira (24) ter mantido uma conversa telefônica com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para tratar da imposição de tarifas de importação a produtos brasileiros. Segundo Alckmin, o contato ocorreu no último sábado (19) e durou cerca de 50 minutos.

Essa foi a primeira interlocução entre autoridades de alto escalão dos dois países desde que o presidente norte-americano Donald Trump anunciou, há duas semanas, a adoção das medidas tarifárias contra o Brasil.

“Nós tivemos uma conversa com o secretário de comércio, Howard Lutnick, uma conversa até longa, que entendo importante, colocando todos os pontos e destacando o interesse do Brasil na negociação”, disse Alckmin.

Alckmin coordena o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo Governo para tratar das medidas adotadas pelos Estados Unidos. Foto: Cadu Gomes/VPR

De acordo com o vice-presidente, o governo brasileiro está focado em buscar uma solução por meio do diálogo e sem contaminação política. “O presidente Lula tem orientado negociação, não ter contaminação política, nem ideológica, mas centrar na busca de solução para a questão comercial. E, ao invés de ter um perde e perde com inflação nos Estados Unidos e diminuição das nossas exportações para o mercado americano, nós invertermos isso, resolvermos problemas, aumentarmos a complementaridade econômica, a integração produtiva, investimentos recíprocos, discutimos não bitributação, enfim, avançamos numa agenda extremamente positiva.”

Alckmin evitou dar detalhes sobre a reação do secretário americano durante a conversa, mas avaliou o encontro como produtivo. “A conversa foi boa, tanto foi boa que foi quase 50 minutos e foi proveitosa. Agora, vamos aguardar, são conversas institucionais, devem ser reservadas, mas tivemos sim um contato e essa é a disposição do governo brasileiro.”

O vice-presidente coordena o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo governo federal para tratar das medidas adotadas pelos Estados Unidos. A nova tarifa deve entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto. Desde a semana passada, Alckmin tem se reunido com representantes dos setores mais impactados pelas mudanças, incluindo indústria e agronegócio.

Na manhã de quinta-feira, ele se encontrou com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), da Taurus Armas e da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM), setor com forte presença no mercado norte-americano. Também participou de reunião com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

O governo brasileiro tem reforçado sua posição em foros multilaterais. Em reunião recente na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil defendeu que sanções comerciais não sejam utilizadas como instrumentos para afetar a soberania de outros países.

No último dia 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma carta do presidente Donald Trump, em que o norte-americano justificava a adoção das tarifas com referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi citado na mensagem como alvo de um pedido de anistia por parte de Trump.

O governo brasileiro tem reiterado que, caso as tarifas sejam mantidas, poderá adotar medidas de reciprocidade. No entanto, até o momento, nenhuma decisão formal foi anunciada. A expectativa é que eventuais reações só sejam definidas após a entrada em vigor das novas regras comerciais.

Compartilhe:
TAGS EUA Geraldo Alckmin relações comerciais secretário tarifas
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten