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Região Sudeste

Plano Nacional de Logística é discutido em São Paulo

Atualizado em: 30 de July de 2025 às 18:35
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Plano Nacional de Logística mira expansão das exportações, atração de capital e eficiência nos corredores da região

Um dos principais polos exportadores do Brasil, São Paulo, que somente em 2025 movimentou mais de US$32,9 bilhões em comércio com outros países, foi palco, nesta quarta-feira (30), do segundo encontro promovido pelo Governo Federal para o aprimoramento do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, apresentou os esforços da pasta para aprimorar o ambiente de negócios e fortalecer a infraestrutura nacional, oferecendo melhores condições aos produtores para competir e consolidar sua posição nos mercados globais. “Estamos com máxima histórica de investimentos em infraestrutura de maneira geral — em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e em energia renovável —, o que coloca o Brasil em uma boa posição”, afirmou.

“A infraestrutura é fundamental para diversificar aquilo que produzimos, garantir competitividade internacional e fortalecer o Brasil geopoliticamente. O país já cresce bastante e tem muitas outras oportunidades, que, com uma infraestrutura melhor, podem impulsionar o desenvolvimento de todos os outros setores”, concluiu o ministro dos Transportes.

Essa é a primeira vez na história que o país contará com diretrizes para o setor de infraestrutura, considerando todas as 27 unidades federativas, buscando mapear os corredores logísticos (incluindo a origem e o destino das cargas transportadas pelos estados) e a capacidade dos modais dentro da realidade do Brasil. O sistema passará a refletir as dimensões do território, as particularidades geográficas, as distâncias a serem percorridas e os diferentes tipos de mercadorias.

No caso de São Paulo, o PNL 2050 contribuirá para a maximização da funcionalidade dos caminhos que compõem as etapas de escoamento das cadeias produtivas do país, seja nas essenciais vias, como as BRs-116, BR-101 e BR-050, seja pelos trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) ou da Malha Paulista, que conectam diversas regiões ao Porto de Santos, o maior da América Latina.

“O mundo hoje tem quase US$3 trilhões à procura de investimentos. Por isso que cada vez mais o Brasil está se colocando como esse grande player internacional, onde grandes agentes econômicos têm procurado o país — porque sabem que temos bons projetos, que dão boa rentabilidade e que dialogam com a agenda mundial, que é a agenda sustentável. Há uma grande janela de oportunidades para buscar, cada vez mais, parceiros globais que queiram investir”, reforçou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Potência paulista

Alguns dos gargalos que já impactam o crescimento econômico do estado com o maior PIB entre os brasileiros estão relacionados à predominância do modal rodoviário e à concentração sazonal do fluxo de cargas rumo aos portos do Sudeste, o que sobrecarrega as estradas e terminais portuários, elevando os custos do transporte.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, detalhou como uma logística eficiente pode favorecer o desenvolvimento regional, em uma das áreas com forte produção de automóveis, equipamentos de alta tecnologia como aeronáutica e produtos farmacêuticos, além de destaque no agronegócio, com culturas como cana-de-açúcar, ovo, soja, laranja, café e milho.

“Ao considerar que o agro cresce em média 20% ao ano e que a importação de produtos industrializados cresce em média 4 a 5% ao ano, o porto precisará, daqui 20 anos a frente, se apresentar para uma adequada, juntamente com todas as demais logísticas e modais, aperfeiçoados. Daí, a importância desse debate”, ressaltou.

Entre os eixos do PNL 2050 está consolidar a infraestrutura brasileira como um setor dinâmico e repleto de oportunidades, capaz de atrair investidores interessados em negócios diversificados, por meio de novos corredores de exportação, embarque mais rápido da carga, redução da dependência de modais, estímulo ao desenvolvimento de outras regiões produtoras e diminuição das emissões de gases de efeito estufa geradas pelos meios de transporte.

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TAGS PNL potência logística Sudeste
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