Região Nordeste
Galvani investe R$ 1,4 bi e amplia produção de fertilizantes na Bahia
Projetos em Irecê e Luís Eduardo Magalhães devem gerar 1.500 empregos e movimentar a indústria local
A Galvani Fertilizantes anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliar sua atuação no estado da Bahia, com foco em inovação, sustentabilidade e fortalecimento da agricultura familiar. Os recursos serão aplicados em dois projetos: a construção de uma nova unidade de mineração de fosfato em Irecê, que receberá R$ 600 milhões, e a duplicação da capacidade produtiva do complexo industrial de Luís Eduardo Magalhães, com um aporte de R$ 500 milhões.
Juntas, as iniciativas devem gerar cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos, estimulando segmentos da indústria como manutenção mecânica, elétrica, automação, soldagem, transporte, alimentação, jardinagem e segurança do trabalho. Além disso, a expectativa é que a Bahia se torne autossuficiente na produção de fertilizantes fosfatados, atendendo até 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste.
A apresentação oficial dos projetos aconteceu durante um evento promovido pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), reunindo autoridades estaduais, representantes municipais e lideranças do setor privado. O presidente da CBPM, Henrique Carballal, destacou o compromisso com o uso de mão de obra e fornecedores locais, fortalecendo a economia regional.
Além da expansão industrial, os projetos incorporam práticas sustentáveis inéditas. Um dos diferenciais é a tecnologia de produção sem uso de barragens de rejeitos, com recirculação total da água e reaproveitamento integral dos resíduos no campo agrícola. Também serão adotadas técnicas modernas para extração mineral com desmonte controlado e recuperação simultânea das áreas exploradas.
Outro destaque é o impacto social. A Galvani vai doar anualmente dez mil toneladas de corretivo agrícola, subproduto do processo de fertilizantes, à agricultura familiar, colaborando com a correção do solo e o aumento da produtividade de pequenos produtores. O secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, celebrou a iniciativa, ressaltando que o insumo é essencial e muitas vezes inacessível para famílias rurais.
As ações sociais contam ainda com o apoio do Instituto Lina Galvani, que já beneficiou mais de 35 mil pessoas em projetos voltados à educação, meio ambiente, cultura e esporte. O instituto investiu R$ 19 milhões na Bahia nos últimos anos, fortalecendo comunidades por meio de editais e iniciativas próprias. Outro exemplo é o Parque Vida Cerrado, que atua na conservação ambiental e na educação socioambiental na região Oeste do estado.
Para o diretor-presidente da Galvani, Marcelo Silvestre, os investimentos representam um novo ciclo de crescimento para a empresa e para a Bahia.