Nordeste Export
Setor privado é vital para inovação no Nordeste
Especialistas no Inova Export apontam que startups e projetos de tecnologia precisam reduzir dependência de recursos públicos
O Nordeste vem se destacando com iniciativas, criação de startups e projetos voltados para tecnologia e inovação. Mesmo com o grande crescimento registrado nos últimos anos, ainda é necessário uma grande rede de apoio para impulsionar a região por meio do setor. Durante o Inova Export, dentro da programação do Nordeste Export, em Teresina (PI), especialistas destacaram a necessidade de aplicação de recursos da iniciativa privada.
O sócio e fundador do Hub Livre, Raul Lamarca, mencionou que, em especial, as startups são basicamente alimentadas e financiadas por editais públicos, a partir de fundações, e de universidades específicas. Por outro lado, reforçou o importante papel de recursos privados para garantia de ações e estudos em inovação e tecnologia.
“Financiamento público é importante e é muito bom. Porém, não podemos parar por aí. Ecossistemas de inovação saudáveis são naturalmente financiadas pelo setor privado. O recurso público tem de ser investido, até porque nessas questões ainda existe um grande risco para o setor privado. Eu digo que a função do capital público é catalisar, ser um catalisador. Mas isso não para de pé se não for financiado pelo privado”, comentou.
Ana Beatriz Costa, gestora do Programa Startup Nordeste e Negócios Inovadores do Sebrae Piauí, disse que o principal desafio para o setor é a manutenção do ecossistema de inovação no Nordeste.
“O que queremos é abrir o caminho para o mercado. A gente lança editais muito bons, existe um catalisador de aproximar pesquisas do mercado. A gente tem dificuldade realmente depois que acaba o financiamento, que é quando existe uma queda. Temos um grande trabalho na manutenção das startups. A gente tem várias iniciativas de realmente fazer esse feat com o mercado, das startups pós-investimentos aplicados”, pontuou.
O gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Porto do Itaqui (MA), destacou que iniciativas precisam ser colocadas em prática e que já existe uma regulação para apoiar projetos.
“Existem instrumentos no Brasil e uma legislação que favorecem a inovação. Nós temos que olhar para o que já existe e colocar tudo isso em prática. Por isso, é importante tem alguém nas empresas, seja qual o segmento, dedicado a isso. São coisas que exigem esforço e um tempo”, analisou.
Participaram do painel Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), e Islano Marques, gestor da Área Internacional e de Mercado do Sistema FIEPI e presidente do conselho do Piauí Export. A moderação de Karina Martins, diretora-executiva do HUB Brasil Export.