Bahia Export
Tarifaço: Fieb defende criação de novos mercados para setores impactados
Presidente destacou também a importância do novo escritório da Apex Brasil em Salvador para apoiar ações do estado
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, defendeu a abertura de novos mercados e mais oportunidades para as empresas de exportação que foram impactadas diretamente pelas tarifas dos Estados Unidos. Carlos fez uma apresentação especial sobre os impactos no comércio exterior do estado durante o primeiro dia do Bahia Export, Fórum Estadual de Infraestrutura, Logística e Transportes, nesta quinta-feira (14), em Salvador.
No ano passado, as exportações da Bahia para os Estados Unidos somaram quase US$ 900 milhões. Mesmo com a lista de produtos que ficaram de fora do tarifaço, 63% de tudo que é exportado pela Bahia foi impactado.

Carlos Henrique Passos fez um panorama do cenário de exportações de produtos baianos afetados pelo tarifaço. EUA. Foto: Brasil Export
Passos destacou o papel do Grupo de Trabalho da Fieb, que reuniu as principais empresas dos setores mais afetados para propor soluções a nível estadual e restabelecer os bons números do comércio exterior.
“Esse tem sido um trabalho que a CNI (Confederação Nacional das Indústrias) vem desenvolvendo com o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Já recebemos por duas vezes o governador e seus secretários, conversamos com empresas, associações, para entender a dimensão dos impactos para cada um e entender o que pode ser feito”, disse.
Apex
O presidente da Fieb destacou também a criação de um escritório oficial da Apex Brasil em Salvador, programado para ser inaugurado no próximo dia 18 de agosto. Para ele, a iniciativa reforça o compromisso do governo federal em descentralizar a atuação da agência e fortalecer a presença do Brasil no comércio exterior.
Passos celebrou a iniciativa, afirmando que a presença da Apex Brasil em território baiano vai colaborar com a abertura de novos mercados. “A Apex pode nos ajudar neste momento oportuno de abrir mercado, não somente para quem não exporta, mas abrir oportunidades para quem já exporta. Não podemos e não devemos nos concentrar em um mercado. Quem está mais concentrado com os Estados Unidos certamente está sofrendo. Essa medida nos ajuda porque vamos ter mais facilidade de construir intercâmbio a partir dessa unidade na Bahia”, finalizou.