quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Opinião

Editorial

O Brasil, aos poucos, volta aos trilhos

A agenda de investimentos do Governo Federal em infraestrutura, destacada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em seu discurso no Bahia Export, nessa sexta-feira, dia 15, sinaliza um retorno estratégico e crucial aos trilhos. O foco na reconstrução da malha ferroviária do País, com projetos como a Transnordestina e a ferrovia bioceânica, demonstra uma compreensão de que a competitividade do Brasil no cenário global depende da redução dos custos logísticos de transporte de cargas.

O ministro enfatizou a relevância do modal ferroviário, em especial para a logística do Nordeste, uma região com grande potencial de crescimento. A análise de que um País continental como o Brasil não pode ter sua produção industrial e agrícola transportada predominantemente por caminhões é um ponto central. Essa dependência do modal rodoviário, além de gerar custos elevados, compromete a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. A solução, segundo Costa, passa pela busca de “escalas, capacidade produtiva e qualidade” e, sobretudo, pela redução dos custos de logística de transporte.

A importância das ferrovias e da decisão do Governo de impulsionar esse modal é um tema que merece atenção. A renovação de concessões e o fomento a novos investimentos são passos fundamentais para modernizar e ampliar a malha ferroviária. O ministro citou a Transnordestina e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) como exemplos de projetos que estão sendo impulsionados, em parceria com a China, para criar uma ligação bioceânica. Essa visão de longo prazo, que busca soluções que transpassam governos, é essencial para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura do País.

A decisão de buscar renovar concessões antecipadamente, fomentar investimentos e facilitar empreendimentos é uma postura pragmática que visa a atrair capital privado e acelerar a execução dos projetos. A capacidade de articular parcerias com o setor privado, por meio de concessões e autorizações, é essencial para viabilizar investimentos de grande escala. 

O Brasil tem uma importante produção agrícola e um amplo parque industrial que precisam de um sistema de transporte eficiente para ser plenamente explorados. O investimento em ferrovias, que são mais eficientes para o transporte de grandes volumes de cargas a longas distâncias, é a chave para a redução do “Custo Brasil” e para o aumento da competitividade da produção nacional. A retomada de projetos ferroviários e a busca por um novo modelo de gestão para o setor demonstram que o Governo Federal está no caminho certo para construir um futuro logístico mais próspero e eficiente para o País.

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