Nacional
Renan Filho destaca papel da Transnordestina para competitividade
Ministro dos Transportes ressalta benefícios da ferrovia, anuncia retomada do trecho em Pernambuco e defende integração entre infraestrutura e metas climáticas
O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a importância da Ferrovia Transnordestina como projeto estruturante para a logística, a competitividade e a sustentabilidade do Nordeste, durante participação no Fórum Nordeste 2025, realizado na segunda-feira (1º), no Recife (PE).
No encontro, que discutiu os desafios do desenvolvimento sustentável diante das mudanças climáticas, Renan Filho afirmou que a infraestrutura é um dos pilares para impulsionar a agricultura e a indústria da região.
“Poucas iniciativas beneficiam tanto a agricultura e a indústria quanto uma infraestrutura adequada. A Transnordestina representa um novo momento para o Nordeste, trazendo maior competitividade internacional e redução dos custos de escoamento da produção. Além disso, a ferrovia contribui para a redução das emissões de carbono ao substituir o transporte rodoviário por trens, que emitem muito menos gases poluentes”, destacou.

No encontro, que discutiu os desafios do desenvolvimento sustentável, Renan Filho afirmou que a infraestrutura é um dos pilares para impulsionar a agricultura e a indústria da região. Foto: Wesley D’Almeida/MPor
O ministro lembrou que o trecho da ferrovia em Pernambuco, inicialmente excluído do projeto, será licitado em outubro, com apoio direto do presidente Lula. Atualmente, mais de 4 mil trabalhadores estão envolvidos nas obras da Transnordestina, número que deve chegar a 6 mil com a retomada desse trecho, consolidando-a como a maior obra de infraestrutura linear em andamento no país.
Além da Transnordestina, Renan Filho apresentou outras medidas em curso no Ministério dos Transportes voltadas à integração de sustentabilidade, inovação e resiliência climática em projetos de infraestrutura. Entre elas estão a destinação de recursos de concessões rodoviárias para ações ambientais, a modernização dos critérios de debêntures de infraestrutura e a implementação do Plano Clima Setorial, alinhado às metas do Acordo de Paris.
O ministro também ressaltou a cooperação internacional com organismos como o Banco Mundial, o BID e a Coalizão para Infraestrutura Resiliente a Desastres (CDRI), destacando que essas parcerias reforçam o papel do Brasil como referência global em transporte sustentável e de baixa emissão de carbono.