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Antaq autoriza implantação de um novo TUP em Arroio do Sal
Novo terminal no RS
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou a implantação de um novo porto privado em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A decisão, que permite o avanço do projeto, foi publicada no Diário Oficial da União nessa quinta-feira, dia 4. O empreendimento, chamado Porto Litoral Norte, é uma iniciativa da empresa Doha Investimentos e Participações. Com investimento privado estimado em R$ 55 bilhões, o terminal será offshore, localizado a 2,8 quilômetros da costa. Em terra, um complexo industrial e de passageiros será construído em uma área de 150 hectares no bairro Arroio Seco, com acesso direto à BR-101.
Acesso ferroviário
O projeto Porto Litoral Norte prevê um calado de 30 metros, que permitirá a atracação de navios de grande porte. Sua capacidade operacional planejada é de 23,4 mil contêineres e uma movimentação anual de até 43,9 milhões de toneladas. A proposta também inclui a retomada da construção de uma ferrovia que ligará Arroio do Sal a Terra Roxa, no Paraná. O plano já havia recebido um aval preliminar da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 2023, mas foi arquivado por falta de manifestação da empresa.
Concorrência
O empreendimento portuário ficará a cerca de cinco quilômetros ao norte da área do projeto Porto Meridional, conduzido pela DTA Engenharia. Agora, o novo terminal depende da aprovação do Ministério de Portos e Aeroportos.
Dragagem no Rio Madeira
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está tomando medidas preventivas para garantir a navegabilidade do Rio Madeira e assegurar o abastecimento da Zona Franca de Manaus (AM). As ações são baseadas em dados da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN). Atualmente, a profundidade do rio em Porto Velho (RO) é de 2,95 metros, o que representa 1,75 metro acima do nível registrado no mesmo período de 2024.
Pontos críticos
A dragagem já começou em trechos críticos entre Porto Velho e a cidade de Manicoré, no Amazonas. A operação iniciou em julho pelo passo Salomão-Fausto e agora se concentra no passo Miriti, de onde serão removidos cerca de 480 mil metros cúbicos de sedimentos. A expectativa é que essa etapa seja concluída até 20 de setembro.
Navegabilidade
“Estamos trabalhando para manter a navegabilidade, garantir o abastecimento das comunidades, fortalecer a competitividade do transporte de cargas e promover a sustentabilidade das hidrovias da Amazônia”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.