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Centro de Oceano Brasil é oficialmente lançado em Santos
Sétima unidade do Pacto Global da ONU busca engajar diferentes setores em ações de sustentabilidade e desenvolvimento econômico marítimo
A sede da Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de São Paulo, foi palco do lançamento do Centro de Oceano, iniciativa global do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). O centro tem o propósito de servir como conexão entre empresas, autoridades públicas, iniciativa privada, sociedade civil e a academia em torno de soluções e práticas sustentáveis para o uso dos recursos marinhos e fortalecimento da economia oceânica.
O Centro de Oceano Brasil é o sétimo criado deste tipo, sendo o primeiro em toda a América Latina. A plataforma internacional já existe em Gana, Quênia, Índia, Bangladesh, Indonésia e Filipinas.
Segundo o co-diretor executivo do Pacto Global – Rede Brasil, Guilherme Xavier, explicou durante o evento de lançamento que o centro vai trabalhar nos próximos 11 meses para identificar, com uma série de stakeholders, ações visando a melhoria de temas como segurança, desenvolvimento econômico, financiamento e do transporte dos oceanos.
“É uma iniciativa em que a gente busca engajar em que a gente busca engajar setor privado, setor público, sociedade civil, grupos de trabalhadores, na discussão desses temas que são muito relevantes. A economia marítima é um dos motores do desenvolvimento social e econômico do mundo e do Brasil”, disse.
A gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global – Rede Brasil, Gabriela Otero, explicou que a primeira fase, encerrada junto ao lançamento do Centro, envolveu um mapeamento de organizações brasileiras ligadas ao tema do mar. Ao longo dos onze meses serão realizados workshops dentro das atividades envolvidas e também o recrutamento das organizações interessadas em participar da iniciativa.
O Brasil foi escolhido como o sétimo centro do Pacto Global da ONU dada a sua diversidade oceânica, tradição marítima e importância no fluxo comercial.
“No projeto foram selecionados sete países. Houve uma série de critérios, como países emergentes, com bom desenvolvimento, com grande tradição marítima, com uma costa substancial, de movimentações comerciais. E no caso do Brasil, o fato da gente ter uma economia que depende muito, principalmente do comércio internacional, que é dos portos, e o fato da gente ter uma extensa, com várias realidades diferentes. Tudo isso contribuiu para que o Brasil fosse um dos países contemplados pelo projeto”, explicou Xavier.
O lançamento do Centro de Oceano Brasil marca um novo capítulo no compromisso do país com a Agenda 2030 e a saúde dos oceanos, promovendo uma economia azul sustentável, segura e baseada na colaboração entre setores.
“O Pacto Global é uma iniciativa de sustentabilidade corporativa, faz parte do sistema ONU. O pacto consegue mobilizar o setor empresarial em torno dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). O Oceano é a ODS 14, e para o Brasil é fundamental. Estamos falando de 7,5 mil quilômetros de costa, biodiversidade, regulador climático”, comentou Otero.