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Região Norte

Navio da Guiné-Bissau encalha no Pará e é retirado após nove dias

Atualizado em: 12 de September de 2025 às 17:07
Gabriela Lousada Enviar e-mail para o Autor

Operação de desencalhe foi acompanhada pela Marinha. Embarcação já havia registrado vazamento de óleo em Ceuta, na Espanha, em 2020

Um navio mercante de bandeira da Guiné-Bissau permaneceu por nove dias encalhado em um banco de areia na Baía do Marajó, no Pará, até ser retirado na quinta-feira (11). A embarcação W M F Express encalhou no dia 3 de setembro, na área conhecida como “Coroa da Muriçoca”, próxima ao município de Soure.

De acordo com a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), a manobra de desencalhe foi autorizada pela Autoridade Marítima e executada por uma empresa especializada, credenciada no Brasil.

Ainda segundo a CPAOR, a operação contou com dois rebocadores, uma lancha de apoio e acompanhamento de um inspetor naval a bordo. Após inspeção estrutural e de segurança, o navio foi deslocado para área de fundeio próxima à Ilha de Mosqueiro, “onde permanece em condições seguras”. Durante todo o período de encalhe, a Marinha monitorou a situação para evitar risco de acidente ambiental.

A CPAOR instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e responsabilidades do episódio.

Histórico de incidentes

O W M F Express foi construído em 1991 e, segundo dados do site VesselFinder, possui 108,5 metros de comprimento e porte bruto de 7.896 toneladas.

A embarcação tem histórico de incidentes ambientais. Em janeiro de 2020, ainda sob o nome Holstein Express, derramou cerca de cinco toneladas de óleo durante um abastecimento no Porto de Ceuta, na Espanha. O episódio foi considerado o maior vazamento da região em duas décadas e resultou em multa de US$ 410 mil ao navio.

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TAGS Baía do Marajó Guiné-Bissau navio encalhado W M F Express
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