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Brasil precisa consolidar setor nuclear, diz ministro de Minas e Energia

Atualizado em: 19 de September de 2025 às 9:17
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

Cadeia nuclear
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, em visita à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo, que o Brasil precisa acelerar a consolidação da cadeia nuclear e reduzir a dependência de importações de insumos. Ele destacou que o país possui reservas de urânio, tecnologia e know-how para ampliar a geração elétrica a partir da fonte nuclear. Silveira disse que o governo está em diálogo com a CGN Brasil e a United Uranium Corporation (URC) para fortalecer a cadeia do urânio, ressaltando que a energia nuclear pode substituir termelétricas a diesel em sistemas isolados.

 

Conselhos
Durante o encontro, o ministro anunciou a criação do Conselho Nacional de Política Mineral e do Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos, ambos sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Silveira, a medida busca reduzir a vulnerabilidade da economia, especialmente na importação de potássio para fertilizantes, e incentivar cadeias consideradas essenciais para a soberania energética e alimentar do país.

 

Pastagens
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, em Santos (SP), o Programa Caminho Verde Brasil a representantes do Departamento de Relações Econômicas Internacionais da China. A iniciativa prevê recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos e já conta com R$ 30,2 bilhões da primeira fase, obtidos por meio do Eco Invest Brasil. Segundo o Mapa, os recursos devem recuperar até 3 milhões de hectares, com R$ 3,5 bilhões destinados à Amazônia, R$ 3 bilhões à Caatinga, R$ 1,2 bilhão ao Pampa e R$ 1,1 bilhão ao Pantanal.

 

Comitiva chinesa
Durante o encontro, realizado no Museu do Café, em Santos, o Mapa apresentou dois modelos de investimento à comitiva chinesa: o Equity, no qual o investidor estrangeiro se torna sócio minoritário de propriedades rurais brasileiras, e o Barter, em que o financiamento é pago com parte da produção das áreas recuperadas. Representantes do Ministério da Fazenda também participaram, entre eles a secretária de Assuntos Internacionais, Tatiana Rosito. O grupo visitou a estrutura e os investimentos do Porto de Santos, apresentados pela Autoridade Portuária, e realizou uma visita técnica de barco.

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