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Mercado aéreo brasileiro pode ganhar duas novas companhias
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou, na última sexta-feira, que o mercado aéreo brasileiro deve receber duas novas companhias regionais até janeiro de 2026. A novidade faz parte do esforço do Governo para fortalecer a aviação regional e melhorar a conexão entre capitais e cidades do interior do país. Uma das novas empresas de aviação será a Total Linhas Aéreas, que atualmente transporta cargas e agora se prepara para operar voos de passageiros, disse Costa Filho. A outra será uma nova empresa de capital nacional, criada por empresários brasileiros e dedicada exclusivamente ao transporte aéreo regional.
Segundo o ministro, o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com R$ 4 bilhões em crédito via BNDES, será fundamental para a renovação e ampliação da frota aérea nacional. O ministro espera que o fundo incentive as companhias aéreas a comprarem aeronaves da Embraer, o que também abrirá espaço para empresas de baixo custo a partir de 2026.
Atualmente, apenas 12% dos aviões em operação no Brasil são da Embraer, um percentual muito inferior ao de países como Estados Unidos e França, onde Boeing e Airbus dominam o mercado. “Com o FNAC, uma companhia aérea poderá adquirir até 30 aviões por meio do BNDES. Isso é um ganho significativo para o Brasil, que vai estimular a aviação regional”, afirmou o ministro.
Críticas à PEC da Blindagem
Silvio Costa Filho criticou a aprovação da urgência do “PL da Anistia” e da “PEC da Blindagem” pela Câmara dos Deputados. As declarações foram dadas na última sexta-feira, durante uma coletiva de imprensa no Porto do Recife, onde o ministro anunciou um investimento de R$ 100 milhões em obras de dragagem e no terminal de passageiros. A PEC da Blindagem, aprovada na terça-feira, dia 16, dificulta a investigação de congressistas acusados de crimes. Já o PL da Anistia propõe o perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e tem o apoio de parlamentares bolsonaristas.
O ministro de Portos e Aeroportos ponderou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisou respeitar a decisão do colégio de líderes ao pautar as matérias. No entanto, ele enfatizou que, se ainda estivesse no cargo de deputado federal, votaria contra ambas as propostas. Sílvio Costa Filho defendeu que as prioridades da Câmara deveriam ser as pautas econômicas e sociais, e não as proposições que buscam dificultar a responsabilização de políticos.