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Adilson Luiz Gonçalves

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Sobre saúde física, mental e social

Um dos pontos mais relevantes da palestra foi quando ele alertou para os riscos do uso de celulares por crianças, que potencializaria doenças antigas, como a miopia, e certos transtornos, cada vez mais comuns e crescentes, na atualidade.

Assisti a uma palestra do Dr. Philipe Saccab, cardiologista, cujo tema foi: “Saúde e qualidade de vida”.

Poderia ser mais do mesmo e facilmente desandar num “déjà vu” enfadonho. Mas não! Ela foi num crescendo, gerando silêncios absolutos, entreolhares, sorrisos “amarelos” e expressões de surpresa ou admiração.

Sua apresentação começou com a definição de saúde feita pela OMS, em 1948: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades”. O bem-estar, nesses três “pilares”, foi assim caracterizado:

— Físico: refere-se ao bom funcionamento do organismo, sem patologias ou disfunções fisiológicas;

— Mental: engloba a saúde emocional e psicológica, incluindo a capacidade de gerir o estresse e a ansiedade; e

— Social: abrange as relações interpessoais e o equilíbrio do indivíduo no seu ambiente social, com qualidade de vida e interação com os outros.

Um dos pontos mais relevantes da palestra foi quando ele alertou para os riscos do uso de celulares por crianças, que potencializaria doenças antigas, como a miopia, e certos transtornos, cada vez mais comuns e crescentes, na atualidade.

As duas últimas definições, extrapoladas para uma sociedade, explicam muitas das doenças individuais e coletivas existentes no mundo, que interesses escusos querem crônicas, mentais e sociais, que geram enfermidades físicas, inclusive somatizadas.

Para alcançar saúde nos tempos modernos, Dr. Philipe propôs a seguinte receita: prevenção cardiovascular; atividades físicas cerca de 150 minutos/semana; alimentação inteligente; saúde mental e sono reparador; abandono do tabagismo; acompanhamento médico regular; e tratamento da obesidade como doença.

Seguramente, existem outros hábitos e vícios a serem abandonados ou, preferencialmente, evitados. A lista seria bem extensa, aliás. Mas cabe a cada um de nós inferir ou consultar sobre cada caso.

Ele prosseguiu, relacionando os exames preventivos a serem feitos, considerando cada faixa etária e os riscos a elas associados.

Concluiu sua brilhante exposição destacando que o futuro da Medicina inclui: teleconsultas, relógios inteligentes, monitores de glicemia e estudo genético. No entanto, enfatizou que a tecnologia jamais substituirá os bons hábitos, e que relações sociais mais fortes, familiares e de amizades, e atuar em prol da sociedade, em projetos sociais, tendem a aumentar a longevidade.

A apresentação foi no Rotary Club de Santos-Noroeste, em 19/09/2025, que contou com a presença de outros seis clubes e teve tudo a ver com o mote da atual gestão: “Unidos para fazer o bem”.

Que esse bem, pessoal e coletivo, seja cada vez mais presente em nossas vidas e na sociedade, e auxilie na prevenção ou cura de todos os males, físicos, mentais e sociais!

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