Brasil Export
Inovação é essencial porque integra setores e acelera soluções, diz especialista
Durante o Inova Export, representantes do setor público e privado destacaram a urgência em modernizar sistemas
A coordenadora de Inovação e Estudos no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Dayse Karenine de Oliveira, afirmou que a inovação é essencial para integrar setores e acelerar soluções, e destacou a importância da cooperação entre governo, empresas e startups para que isso, de fato, aconteça. Ela falou sobre o assunto durante sua participação no Inova Export, realizado nesta terça-feira (28), em Brasília, dentro da programação do Fórum Brasil Export.
“A inovação não se faz sozinha. É preciso olhar para o ecossistema, aprender com o outro e colaborar para avançar”, disse Karenine, durante o painel “Inovação aberta: conectando ecossistemas e acelerando soluções”.
Moderado por Danielle Bernardes, gerente-executiva da CNT, o debate mostrou que inovar dentro do setor público é um desafio constante, principalmente pela complexidade e pelos custos envolvidos. “A inovação aberta permite que empresas e o governo colaborem e compartilhem conhecimento. Mais de 70% dos contratos de parcerias para desenvolvimento produtivo no Brasil envolvem empresas estatais”, citou Dayse.
Política de Estado e sustentabilidade
O coordenador-geral de Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Cristiano Gontijo, reforçou que a inovação é um dos pilares estratégicos da pasta e precisa ser tratada como política de Estado. “A inovação aberta é sobre cooperação, confiança e propósito. O Ministério está de portas abertas para startups, hubs e empresas que queiram desenvolver soluções para o setor portuário e aéreo”, disse.
Já Claude Soares, superintendente interina de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacou a conexão entre sustentabilidade e tecnologia. “A ANTT investiu mais de R$ 148 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico nas rodovias federais, com foco em soluções sustentáveis e inovação contratual”, explicou. Ela também anunciou a criação da nova Superintendência de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação, reforçando o compromisso da agência com a modernização do setor.
Encerrando o painel, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegários (ABTRA), Angelino Caputo, ressaltou a necessidade de estruturar processos e identificar problemas reais antes de buscar soluções inovadoras. “Inovação aberta é sobre colaboração e propósito. Não adianta criar uma solução em busca de um problema, é preciso partir das necessidades concretas das empresas e da sociedade”, afirmou.